quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O pacifista





“Mas as pessoas são tentadas quando são atraídas e enganadas pelos seus próprios maus desejos. Então esses desejos fazem com que o pecado nasça, e o pecado, quando já está maduro, produz a morte.” (Carta de Tiago, 1. 14-15)


— Como ela era?
— Loira, alta, linda... parecia de Curitiba ou de Floripa.
— Pode me dar mais detalhes?
— O cabelo dela é cacheado e longo... os olhos são verdes e... e... bah, ela é perfeita.
— Perfeita?
Tive que me retirar depois daquele idiota dizer uma coisa daquelas. Uma mulher que amaldiçoa a vida de qualquer um que vá para a cama com ela está bem longe de ser perfeita. O próprio homem com quem falava — Raimundo, que comeu a loiraça há menos de uma semana — está cego de um olho e com  a pele coberta de feridas que não cicatrizam.
Antes dela, sua visão era perfeita.
Essa “mulher perfeita” é quem procuro desde que desci às ruas do centro de São Paulo. De fato, ela é um anjo de pessoa. O problema é que ela é um anjo. Um anjo que cansou da vida monástica de cordeiro de Deus e resolveu se entregar às noites paulistanas. Com a beleza estonteante que resolveu ter, entra em rodas de amigos sem dificuldade alguma, e sempre sai delas acompanhada por alguém, sem distinção de cor, sexo ou credo.
Ninguém sabe o nome dela.
Só eu sei.


O horário mais confortável para encontrá-la seria à noite, então tentei sondar todas as boates e barzinhos possíveis durante a tarde, o que me tirou muito dinheiro, mas foi extremamente agradável. Às vezes até entendo o lado dela de querer fugir do céu: A Terra é infinitamente mais divertida, com tantas pessoas diferentes, mas seguras de sua identidade... Depois desses favores, pedirei a Deus um Vale-Terra, só para curtir uma rave ou algo assim.
— Posso me sentar contigo, gato?
Imerso nesses pensamentos, nem notei a aproximação de um homem. Ele provavelmente queira me levar pra cama, mas eu estava tão preocupado com o ano fugitivo que respondi positivamente à pergunta dele. Em outras ocasiões nem responderia.
— Qual seu nome?
— Zara.
— Zara? Que nome... diferente. Bonito, mas diferente. Prazer, Samuel.
Apertamos as mãos e olhei no seu sorriso pseudo-sedutor. Eu não queria cortar o barato do mulato de moicano dando um fora, ele ainda poderia ser útil. Parecia ser familiar ao bar onde eu estava.
— O que um homem lindo como você tá fazendo sozinho nesse balcão de bar?
— Procuro por uma mulher. Você é dessas bandas aqui?
— De quinta a domingo, sim. Quem você quer?
— Uma loira de um metro e oitenta, de olho verde...
— Peitudona?
— Sim.
— Uma que tá sempre de branco?
Sim!
— Um amigo meu já transou com ela. Faz umas semanas aí...
— Teria como eu falar com ele?
— Só se você for o Chico Xavier, meu bem. Ele morreu domingo passado. Pegou uma febre que deixou ele de cama logo depois dessa loira aí.
(Maldita. Esses homens e mulheres não merecem pagar pelo seu pecado.)
— Mas você sabe onde eu posso encontrá-la?
— Hoje ela deve ficar aqui pela Augusta mesmo. Todo sábado ela vem, desde o começo do ano.
— Hum... está bem, obrigado.
— Tá, agora fala sobre a sua vida, gato.


Samuel se revelou um gay muito respeitoso. Percebeu que eu não comia da fruta dele em pouco tempo de conversa, e assim parou de me chamar de “gato”. Quando eu tiver meu Vale-Terra procurarei por ele. Dialogar com ele faz as horas se dissiparem sem muito esforço. Bem diferente do quieto Samuel que conheço há tempos.
Era nove e meia da noite quando o mulato teve de ir, era barman em uma boate. Comecei a andar pelas calçadas que estavam ficando cada vez mais lotadas, tentando achar o mulherão loiro no meio da multidão. Não parecia uma tarefa difícil, mas quando a Rua Augusta foi invadida em peso pela variada fauna paulistana notei que precisaria de uma força incrível do acaso para achá-la.
(Não que eu acredite no acaso, mas não quero ficar usando o nome de Deus em vão.)
Gente de cabelos de todas as formas, cores e tamanhos perambulavam segurando toda bebida alcoólica disponível no mercado, movidos a tropeços e zigue-zagues das pernas bambas. Não posso negar a diversão que era ver isso. Mas eu tinha um trabalho a fazer.
Entrei em uma boate aleatrória. A batida ensurdecedora da música fazia meus tímpanos se comportarem como máquinas de lavar roupa. À minha frente só conseguia ver luzes estroboscópicas me confundindo como punhados de estrelas cadentes sob meus olhos.
O inferno deve ser parecido com isso.
— O gato tá sozinho?
(“Gato” de novo? Preciso de um rosto menos atraente.)
Uma voz sussurrou nos meus tímpanos headbangers. Era um silvo dócil e que eriçaria o prazer de qualquer pessoa. Só que eu não sou uma pessoa, que pena.
— Esmirna.
— Hã?
— É o seu nome, não é?
— Zara?
Valeu, acaso.
— Com certeza. A festa acabou, hora de ir pra casa.
Quando terminei a frase, ela largou meus quadris, afastou a boca do meu ouvido e ficou lá, paralisada. Virei para ver os olhos hipnotizantes de Esmirna, agora sem vida e — com certeza — sem fé.
— Você é um anjo menor, você... você não pode me levar.
Só que ela sabia que eu podia.
Enquanto ela repetia “não pode” com a voz trêmula, dava singelos passos para trás até sair correndo para a porta da boate. Esmirna correu como nunca havia feito e se chafurdou sentada em uma viela onde estavam duas mulheres se beijando que pouco se interessaram com o anjo a poucos passos delas.
Tinha pena dela. Tanto tempo sem ser um anjo a fez esquecer que ela podia simplesmente desvanecer em vez de usar suas pernas virgens de corridas.
Eu não esqueci.
Surgi na frente dela, já ajoelhado. Agarrei seus braços, pressionei Esmirna na parede e fiquei observando o anjo desesperado, o anjo arfante, o anjo que já nem sabia o que era ser um anjo.
— Dois anos matando homens e mulheres que só queriam uma noite de farra é demais, Esmirna.
— Me deixa aqui!
— Pra quê? Pra infectar mais pessoas com o seu pecado? Eles não estão fazendo mais do que seus instintos permitem. — Eu via o anjo chorar, pedindo perdão mas ao mesmo tempo com uma expressão que indicava que faria tudo de novo se pudesse. Como um anjo pode se tornar... isso? (Pergunte a Lúcifer) — O Diabo sempre foi mais forte que você.
— Eu sou uma anja menor, Deus nem se importa comigo.Até você é mais respeitado do que eu.
— Claro, você se comporta como uma débil mental!
Agarrei o pescoço dela, procurei uma adaga na minha cintura e a encostei na jugular branca de Esmirna. Ela estava com medo da morte, imaginem só. Trocara a vida eterna por menos de um século de vida material.
— Espera — Ela dizia em um tom choroso — Posso fazer uma... uma última pergunta?
— Seja rápida.
— Por que você e não Miguel, ou Gabriel, ou até o João?
— Só eu aceitei fazer esse trabalho sujo de descer à Terra. Eles estão muito ocupados se vangloriando de suas vitórias. É só isso?
— Só.
Em poucos segundos, o pescoço rasgado de Esmirna havia sumido junto de seu corpo em plumas brancas pelo céu pouco estrelado de São Paulo. Já não havia mais sangue na adaga, e o casal lésbico voltou a se beijar depois de assistir à insólita cena.
Saí da viela pensando que Esmirna não faria mais falta no ecossistema da Augusta; saí de São Paulo concluindo que ninguém faz falta. Nessa terra de ninguém, o que interessa é a alegria, a bebedeira e a luxúria anônima. Acho que nem Samuel se lembrará de mim em poucas semanas. Talvez seja melhor assim.
E pensar que Esmirna disse que Deus não se importa com ela. Fora tão influenciada pelo anonimato festivo das boates que esquecer que para Deus todos têm um nome e uma história.
O meu nome é Zara.
A minha história você ainda vai conhecer.


-


Aqui é o @mrpitanga falando, desejando uma frutífera carreira no Heavens will burn pra mim. Uma boa noite para todos (:

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Random #02

Continuando a série Random, com coisas que eu achei legal colocar aqui:

“Todos pensam em mudar o mundo, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo.”
(Liev Tolstói)

“A nossa fé nos outros revela aquilo que desejaríamos crer em nós mesmos. O nosso desejo de um amigo é o nosso delator.”
(Friedrich Nietzsche)

“E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música.”
(Friedrich Nietzsche)


Não existe o bom ou o mau; é o pensamento que os faz assim.
O mundo inteiro é um palco,  e todos os homens e todas as mulheres são apenas actores.
(William Shakespeare)



Agradecimentos: http://felipebarata.blogspot.com/ (Muito bom recomendo)

Diversão?No Tumblr do meu brother é garantida õ/: http://entraaeman.tumblr.com/

Boa noite e Boa semana pra todo mundo õ/

Cérebro Aposentado


Excuse me while I tend to how I feel
These things returns to me that still seem real
Now deservingly this easy chair
But the rocking stopped by wheels of despair
 Metallica- Hero of the day 

“Há algum tempo atrás existia um lutador, ele era considerado um monstro, pois quando subia no ringue para o combate não ia para perder. Seus socos eram rápidos e formidáveis, sua postura impecável. O Boxe ardia em seu coração atingindo uma camada mais profunda do seu ser, sua própria alma viva para derrubar o oponente. Com punhos flamejantes cada golpe tornava-se uma espécie de arma fatal, ele foi treinado para isso, além de tudo nasceu para isso. Atingir o status de lenda foi fácil, mais ambição o levou a um novo nível de status “Imortal” Ele marcou tanto o mundo do Boxe que seu nome foi gravado para todos os séculos pessoas se inspirarem nele”.

Até que o mesmo após um surto decide se aposentar, já que não existia ninguém de sua geração para derrotá-lo ele foi tido como o campeão dos campeões, belo título. Mas ninguém sabia o que se escondia atrás de um coração tomado pela sombra da dúvida, existia uma falha fatal que fez o homem parar de lutar. Antes de um homem partir para uma luta ele deve derrotar ele mesmo, destruir seu ego e todos seus demônios interiores. E foi assim que o campeão dos campeões afundou-se no esquecimento vivendo como um homem mais que normal. Que campeão se deixaria derrotar por uma profunda depressão? Foi tudo uma grande piada, seus produtos não vendiam mais nada daquela podre loja de auto-aperfeiçoamento rendia as coisas agora eram frias e cruéis fora do brilho e flashes estonteantes das câmeras.

Só quando você vira um fracasso total, atolado em dívidas, você aprende a dar valor em pequenas coisas, cada simples vitória seria como ter derrotado Golias. E então você aprende que desde pequenos fomos condicionados a pensar e agir como Vencedores, sendo que só temos valor ao olhar alheio sendo vencedores. Aliás, Vencer o que? É um jogo tudo isso?Viramos máquinas que executam o que fazemos de melhor. “No que você é bom?”. Tenho certeza de que já escutou essa pergunta.

Somente quando eu me vi longe de tudo e perdido em lugar nenhum eu dei valor a cada refeição a cada respiração! Em um mundo cada vez mais automatizado e cada vez mais condicionado ao divertimento dos próprios prazeres humanos em função da dominação é perfeito e bom demais pra mim.

O caos se inicia quando algo foge dos padrões do sistema, e você se sente perdido e depressivo o que na verdade é a sua salvação, pois você abriu os olhos para ver a realidade imunda do jeito que ela é!E quando você vê que essa perfeição é perfeita demais você busca a salvação de outro modo, deixando de existir!

“Se esse mundo foi criado à imagem da perfeição, esta deixou de existir quando o pensamento humano foi condicionado à ganância dos poucos.”



 
O ultimo registro do “Campeão dos Campeões”, encontrado baleado em seu apartamento, com a arma em mãos.  

“Aprenda a viver, descanse quando morrer. Tudo que você precisa está dentro de você”
Tyler Durden 

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Random #01

Aê galera inaugurando o primeiro quadro RANDOM, frases legais e certas coisas  que NÃO SÃO de minha autoria.
.

"Minha liberdade é ilimitada como o mar, meu amor tão profundo que quanto mais eu dou mais tenho para dar, pois ambos são infinitos..."

"Mais receio que sendo noite tudo isso não passe de um sonho, é maravilhoso demais para ser real!"

Shakespeare Apaixonado. 



"Os únicos presentes que o mar de dá, são golpes duros, e, às vezes, a chance de sentir-se forte. Claro, não sei muito sobre o mar, mas sei que as coisas são assim por aqui. Também sei como que é importante na vida, não necessariamente ser forte, mas sentir-se forte, para se testar ao menos uma vez, para passar ao menos uma vez pela mais antiga condição humana, enfrentando desafios sozinho, sem nada para ajudá-lo, exceto as próprias mãos e a cabeça."

"Algumas pessoas se sentem como se não merecessem amor. 
Elas desistem e se escondem, tentando cobrir os vazios do passado."
Não deveria ser negado que ser livre sempre nos animou. 
É associado na nossa mente como escape da história, opressão, lei e obrigações tediosas. 
Liberdade Absoluta.

Into the Wild - Jon Krakauer

 Agradecimentos:  http://desafiandogravidade.blogspot.com/


Bom é só isso e fiquem com humor para alegrar a madruga:





Fogo e Sangue: A Queda!


Oh why are we so sad?
Are we feeling hurt by their evil eyes and all those empty words?
We are thirsty for payback?
What would we like to do with the town?
Wouldn't we like to make it dance (Ha ha ha ha) with the animal?
Would we? Would we?
Tell us, what we would like to do.
Burn it. Burn it all...
Sonata Arctica-WildFire
Eu possuía um plano, um bom o suficiente para dar uma razão aquela existência. Meu coração pulsava um enorme desejo de tirar meu povo da opressão e tirania do Imperador. A dinastia do sangue e terror, seria o nome apropriado para o modo de reinar do maldito. Destronar um Imperador era minha meta, porém eu não poderia invadir o reino com essa aparência, isso provocaria a morte de muitos irmãos.

Por algumas horas eu pensei no que aquele dragão me disse, eu já me portava como um dragão antes mesmo de me tornar um. Não dava valor pela vida humana, saqueava templos de outras culturas sem respeitar os deuses, matei mulheres e Crianças. Tudo para a felicidade e riqueza de um único homem. Como eu disse: “eu nunca fui um herói!” Os rostos dos mortos me assombram até hoje em sonhos...

Essa maldição me fez ver que às vezes para lembrar-se de ser humano é preciso tornar-se um monstro por fora. Aquele que faz de si uma besta não se livra da dor de ser homem apenas vira mais um enganado e iludido. Eu precisava de algum jeito achar a minha “Humanidade” novamente.

Então decidi voar sem rumo, até que estava aprimorado nessa arte. Por um momento, eu senti a brisa fina do outono. Aquilo era paz e felicidade ao mesmo tempo.. Percebi que a escama retirada do Dragão brilhava um azul celeste estranho. Só que parecia não ser o suficiente...

Foi quando eu reparei que alguns soldados, queimavam uma plantação de trigo. A fumaça foi o suficiente, para chamar minha atenção de longe observei uma criança chorando, seus pais estavam amarrados e abatidos. Uma imensa raiva surgiu em meu coração, quando os outros soldados foram agredir a criança. Minhas asas cortavam o vento, e minha velocidade foi extrema, com minhas garras e muito cuidado pousei em frente à criança, cuspindo labaredas para afastar os soldados, que responderam com lanças e outras armas inúteis que não perfuraram minha pele. Minha força era clara, todos foram derrubados subitamente.

Porém na hora de destruir a vida deles, lembrei do olhar daquela criança e parou o frenesi na hora. A besta não tomou conta do meu corpo.. Os soldados fugiram, com ameaças e todo aquele blábláblá, que o Imperador iria se vingar. Depois de algumas horas, não ira existir Imperador.

Quando tudo se acalmou a garota abraçou uma de minhas patas, e eu libertei seus pais das amarras. No começo ficaram meio apreensivos. Mas acho que encontraram a humanidade em mim. Depois disso eu resolvi, que a minha “humanidade” está no meu coração e nas minhas ações, e eu iria destronar o Imperador assim mesmo como um Dragão! Entreguei a escama para a garota, e fui caminhar novamente com o vento.. Até que sofro uma queda brutal de lá de cima. Não o suficiente para me matar, pois eu tive sorte de ainda estar voando em baixa altitude. Senti-me magro com os mesmos 70 kgs. Olhei eu possuía mãos, pés, cabeça, cabelo enfim, era humano, mas estranho.

Eu sentia a força do Dragão fluir em minhas veias, foi quando eu reparei que usava uma armadura de escamas de dragão. Até vinha com uma espada, toda trabalhada e com a lâmina mais bela que eu já contemplei. Ergui a espada para o alto e prometi que ela estaria enterrada no coração do Imperador antes do sol se por do dia de hoje!                                                                            

Caminhei até o castelo que era perto dos campos. Contemplei toda aquela estrutura feita de ouro, quem merece governar o povo deve ter um coração tão nobre quanto aquela estrutura!O filho do Imperador não era como ele, e era minha ultima esperança para trazer uma boa gestão ao império. De alguma maneira ele esperava por mim, minha visão aguçada reparou na quantidade de guardas que ele colocou na porta. “Esse sou eu retomando a minha vida! Esse sou eu retomando minha dignidade e honra, livrando o meu povo de um predador horrendo!” Foi meu ultimo pensamento, antes de derrubar todos a minha frente, minha força era a mesma, espadas se quebraram ao me tocar, lanças e flechas. Nada perfurava a minha carne!

Meu objetivo estava a uma porta de distancia nada iria me atrapalhar!O sangue pulsava esperança em minhas veias. Adentrei naquela sala esperando cumprir meu destino. Eu sempre fui um perdido, um manipulado por uma vontade cega. Agora é minha hora de fazer algo maior! Adentrei na sala e ouvi a destorcida voz daquele desonrado:

-“Acha que vai me derrotar só porque é um mestiço agora? O Imperador não pode ser derrotado.. Um homem não pode interromper o legado da Hierarquia sagrada! Eu sou a encarnação de Deus na terra! Prepare-se para ser apagado das páginas da história, seu sacrifício será minha oferenda!”

Furioso, fui de encontro ao maldito, com golpes rápidos eu avaliava suas defesas e tentava achar sua principal fraqueza. Seus golpes eram tão rápidos quanto os meus. E sua força era digna de um Imperador. Em um momento onde eu estava com a guarda baixa, tomei um chute forte no estomago, fui parar do outro lado da sala, eu consegui analisar a postura dele e vi que sua guarda no peito estava frágil.

“Hoje eu vou livrar o mundo de um Tirano, pode ser que eu não viva para ver o sol brilhar sobre o campo novamente mais meu sacrifício trará uma era de paz e felicidade para todas as pessoas, esse é meu caminho. O caminho do Mártir!”

Rapidamente corri preparando o golpe, porém isso desprotegia uma parte do meu peito, o Tirano também nossos golpes foram simultâneos, ambas as espadas encontraram o coração de seus adversários, enquanto me restavam alguns segundos de vida e eu o ouvi dizer:

-“Ainda não Acabou!”

Minha visão estava turva e tudo ao meu redor parecia ficar desfragmentado quando eu consegui ver meu Amigo Dragão Sábio que me estendia uma pata dizendo:

-É ainda não acabou!



  
  

@dkdree_ , Andy  Obrigado você me motiva a tocar essa bagaça!

Bom esse é o pseudo fim da saga fogo e sangue. É vai ficar um mistério ai, mais eu vou fazer um post que irá explicar todas as pontas soltas ok?  :) [/Tavlez, quem gostou comenta, isso me inspira a fazer mais rápido!-Q

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Fogo e Sangue – O preço do Poder!

                     Leia Antes:  
輝 火: Fogo e Sangue – EntreHomemedemônio                                                             
A living symbol of courage
No wave will shatter these scales
Dreams of three eagles claws
And the paws of a tiger
Water fall's up ahead
One thing left to do
 Becoming the Dragon -Trivium
 

Se ter um dom especial é sinônimo de ter que ajudar o mundo, cheguei a conclusão que sou um péssimo herói. A questão existencial era que agora eu sou um Dragão, com o coração homem. Como domar meus próprios demônios para salvar meu mundo de um Tirano? Eu ainda não sabia a resposta para a maioria das questões da minha cabeça, inclusive como funcionavam aquelas asas enormes que eu possuía. A boa noticia era que eu consigo andar bem melhor agora. Cortar árvores só com o mover de uma garra, tudo estava indo bem naquele pântano abandonado por Deus. Permaneci ali, acredito que o meu reflexo não é mais de um humano tão hábil e também porque não queria mais derramar sangue de humanos inocentes, eu nunca vou saber a hora que a besta vai sair do controle..



Sendo totalmente bruta, interrompendo meu pensamento filosófico e existencial sobre minha nova vida, uma aranha gigante surgiu do meio das arvores, um guerreiro precisa se preocupar apenas com sua espada e a espada do adversário, no meu caso eu possuía apenas minhas potentes garras contra 8 uma luta justa? Ela era rápida e machucava bastante, minha falta de destreza e agilidade era compensada por eu poder cuspir fogo. Isso a mantinha tempo suficiente afastada, minha intenção era fazer um churrasco de aranha gigante, porém e fogo suficiente?Minha vontade era de mandar aquele ser direto para o inferno, eu estava ficando furioso com aquelas patadas e tentativas de ferroadas. Destruí com a minha mandíbula uma das patas, e em seguida partindo outras três ao meio com minha garra, aquele bicho era rápido e astuto, porém eu consegui consumir a cabeça daquele bicho em chamas, o que deu tempo de estraçalhar o resto do corpo que ainda se mexia, eu odeio coisas que se mexem sem a cabeça! Vaguei sem rumo por algumas horas, até sair daquele pântano, para um lugar que eu nunca tinha visto na vida.


Era um enorme campo onde o sol brilhava, olhei para o chão durante alguns instantes observei uma sombra gigante de uma serpente com garras em todo o corpo seguindo um padrão, olhei para cima era um dragão, porém, uma espécie diferente da minha do tipo “Não amaldiçoado”. Era quase divino meio fresquinho para ser um dragão, até que observei ele descer em um golpe rápido pegando uma ovelha e a estraçalhando. Resolvi tentar voar naquele campo, não era difícil porém ainda era mais rápido no solo. Voar desengonçado é engraçado, e percebi que aquele Dragão achou também. O mesmo veio até mim, contei minha história para o ser a minha frente



Ele me disse, “Sabe qual a verdadeira diferença entre você e aquela Aranha Gigante que destruiu? Você e ela são conscientes, mas ela deixou a fúria tomar conta dela privando-a de responder por suas atitudes tornando-se um instrumento da ira. Mesmo que você seja predestinado a alguma coisa você tem sempre a opção de mudar seu futuro para sua concepção de melhor. Hoje você é uma besta, um monstro amanhã poderá ser o homem que salvou um Império..A escolha do caminho a trilhar é sua, esse é o preço do Poder!”Ele retirou uma de suas escamas, que era igual aquela pedra vermelha que ativou a maldição e me entregou. Voando para longe, enquanto o vento sussurrava suas palavras em minha direção “Só funcionara se você descobrir o Ser Humano novamente em você!”
 





 Dedicado ao meu brother: Gordo Baka- @Gordobaka

ps: Aguardem a continuação e o grande final da saga "Fogo e Sangue- ???", que eu ainda não decidi o titulo ê_e, mais mesmo assim esperem por ele õ/

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Fogo e Sangue – Entre Homem e demônio

Lutando bravamente, lutando como aço
Através das terras mais inabitadas
As almas dispersas sentirão o inferno
Through the fire and flames- DragonForce


Eu fui tudo isso que você um dia pode chamar de herói! Lutei por uma nobre causa, derramei muito sangue com minha espada, todo esse império que você pode ver ai na frente, palácios banhados em ouro, pirâmides para representar a majestade divina de um ser que nunca me deu prova de seu amor, foi tudo construído através do meu sangue e do sangue dos inimigos do Imperador! Eu não sei em que lugar das páginas de um livro chamado vida, eu me perdi. Mas eu lembro como se fosse ontem o exato momento. [.....]

Foi em uma campanha para recuperar certo tesouro onde eu, o general, coloquei meus homens à frente e desbravamos aquele pântano imundo. Bestas furiosas nos atacavam de todos os lados, mas nós resistimos, a todo terror e pesadelo, vermes gigantes, todos provaram o gosto do aço da minha espada! Foi estranho, algo sobrenatural dava força e vigor para essas criaturas do abismo. Até que depois de muito caminhar, chegamos a uma torre no centro do local, o medo pairava no coração de meus irmãos, diziam que lá era o lar de um terrível bruxo que lançou uma maldição pela ganância do nosso Imperador. Como sempre fui cético, mesmo com os temíveis Deuses, eu nunca acreditei em nada a não ser que eu consiga tocar.

Adentramos sem  problema, subi com apenas três guerreiros, depois de horas caminhando, aquela torre não parecia ter fim!A sensação era de ficar vagando por horas e horas em infinitos círculos, e quando o cansaço reinava, felizmente achamos uma porta. Era a porta do fim da torre chegando ao ultimo andar nos aposentos do “terrível” mago. Sempre fui incrédulo, como um homem sem medo. O lugar era estranho e estava todo empoeirado, existia um baú e um cajado, os homens pegaram o baú enquanto eu peguei o cajado, que possuía uma pedra vermelha, o brilho dela era encantador e poderia valer certo dinheiro. Retirei a pedra, pois esse seria meu prêmio. Quando um espectro abissal começa a tomar forma em minha frente me lembro de suas palavras como se fosse hoje:

-Consumado nessa maldição seja você guerreiro que lutou pelos seus ideais mesquinhos ajudando a construir aquele império que é o reflexo do pecado que vive dentro do coração dos homens, idealizações trazidas do coração negro pulsante de seu Imperador! Conviva com essa maldição até o fim dos dias!

Senti um golpe em meu coração. Pulsava de maneira diferente, acordei no pântano sozinho, meu irmãos me abandonaram e voltaram para a cidade traindo assim os laços de amizade. Era incrível e assustador ao mesmo tempo, uma energia estranha pulsava dentro de mim. Eu sentia Ira, eu sentia Ódio!Meu corpo inteiro doía, meus ossos pareciam moer-se, ajoelhei no chão e gritei o mais alto possível.

 Tudo estava sendo esmagado  por um tipo de força anormal, a pior das dores era tão forte que eu rasguei minha própria pele, aquilo era um pesadelo tão real.Mas agora minha consciência não tinha nem idéia do que era normal.Tudo estava uma bagunça até o momento em que eu apaguei.Minha cabeça doía muito, tudo que eu consegui observar era que me sentia com 1500kg a mais. E Minha pele mudou, adquirindo um tom avermelhado, garras, tudo e muitas escamas, eu virei uma besta, um sinônimo da maldade um Dragão!
Quando eu percebi que já não era o mesmo, perguntei duas coisas para eu mesmo. O que eu vou fazer agora? Como eu ando? Por mais ridículo que se pareça acho que andar foi a coisa mais difícil, a adaptação aquele corpo, esbarrava em qualquer arvore. Foi quando eu me cansei e tentei gritar, mas fogo saiu da minha boca, incendiando algumas arvores, o que chamou a atenção de um grupo de soldados que estavam armados caminhando em minha direção.     Eram meus amigos.

Eu tentei gritar novamente mais da minha boca só saia fogo, que foi em direção ao grupo de guerreiros. Eu estava desesperado, não queria que aquilo fosse entendido como um ataque, até que eu fui ferido por uma lança. Naquele momento eu saí do controle, não era mais eu e sim o monstro em que eu me transformei. O ódio tomou conta do meu cérebro e a ira do meu corpo, foi tudo muito fácil, naquele dia eu aprendi que humanos são fáceis de se dilacerar, com minhas mandíbulas, com as garras.

Não sobrou um pedaço inteiro ou não queimado para contar história. Depois que o frenesi da ira passou, e eu observei o rastro de destruição que causei, uma fina garoa começou a cair. Eu precisava arranjar um novo significado para essa existência o qual por sinal ainda estava muito obscuro. 



Ps: Esperem pela parte 2: Fogo e Sangue- O preço do poder!
Ps²: Primeira vez que eu to dividindo um post em várias partes, pra não ficar tão grande e tals, espero que gostem e COMENTEM por favor sua opinião é importante õ/