segunda-feira, 7 de março de 2011

Primogênitos: O Tempo.



-Dê tempo ao Tempo mesmo que esse Tempo não  seja tão atento.

Disse o Infinito o irmão gêmeo mais velho do Tempo por uma fração de tempo indeterminada, porém mais velho. E essa é a história deles:

Mesmo antes da formação da Abóbada Celeste já existiam alguns seres que foram criados com a grande explosão. Eles foram criados não apenas pela sua necessidade de existir, mas para manter o equilíbrio da balança chamada “Realidade”. Da grande explosão o Infinito foi o primeiro e mais impulsivo a se desprender e começar a preencher o longo espaço e simultaneamente foi acompanhado pelo seu irmão Tempo.

Então com a ajuda de seus outros irmãos e irmãs eles teceram a teia firme e forte da Realidade e juraram balancear a mesma. Com isso desenvolvendo as leis naturais criadoras, foram criados o universo, galáxias, planetas e a vida manifestou-se de todas as formas e tamanhos.
 
Todos orgulhosos de seus feitos começaram a tecer outras realidades expandir o trabalho feito, até que o Tempo desviou seu olhar para um ponto em especifico um planeta dentro da via láctea a Terra e percebeu que uma centelha de vida desenvolvia-se no local.

Espécies e mais espécies em uma fração de segundos como era muito astuto o Tempo já sabia de toda história do velho planeta verde,  pois só precisou observar suas próprias linhas do corpo para perceber o que aconteceu ao longo do tempo naquele planeta em específico.  

O Tempo ficou maravilhado com os humanos e toda sua capacidade lógica de raciocínio,história e sobrevivência, mas depois de ler um pouco mais sobre eles ficou com uma duvida existencial em sua mente. Quando procurou o que alguns grandes gênios da humanidade disse sobre o Tempo: 

“ Uma ilusão. A distinção entre passado, presente e futuro não passa de uma firme e persistente ilusão.”  Einstein

-Ilusão é isso que eu sou? Eu nunca serei uma aparente ilusão eu existo!

O Tempo então tomado por um ego decidiu provar a humanidade que existia, e para isso andou em diferentes tempos da história da humanidade, desde a época dos Deuses gregos até o mundo atual com o nome de Chronos aparentemente era um homem de cabelos grisalhos e coberto por um sobretudo e uma cartola olhando sempre para um relógio de bolso. Ele esticava suas mãos e para onde ele mirava sua ira era implacável, destruía estátuas e outro monumentos reduzindo-os a mero pó.
 
O pânico e distúrbio causado pelo Tempo na realidade impactaram brutalmente nas teias tecidas pelos Primordiais. Despertando assim o Fim ele recolhe e encaminha toda forma de vida que chegasse ao fim físico da matéria. O Tempo estava no período jurássico transformando espécies primitivas em pó o que fazia várias cordas da Teia se arrebentar Os céus começaram a tremer e trovões anunciavam a chegada do Fim ele não tinha um corpo físico era apenas uma sombra.

-Tempo conforme já sabe, terás de me acompanhar, suas ações causaram um dano enorme na Teia tecida e alimentada por nós. Será julgado por isso, e refeito se for preciso. Eu sou o enviado para te deter dessa insanidade meu irmão.
Disse o Fim em tom amistoso, pois já sabia que o Tempo não iria aceitar ir embora pacificamente.

-Você acha que sabe de tudo não é mesmo Fim? Mais você também é uma ilusão a partir do momento em que sou eu que delimita o tempo existencial das coisas para você poder levar as almas! Se eu não sou real você também não é!

O tempo levantou sua mão direita criando uma prisão envolta do Fim enquanto dentro dela explosões gigantescas aconteciam. Quando acabou o primordial já não estava mais lá então o tempo guardou para si:

-Isso vai me dar certo “tempo”!

Quando abria outro portal para ir ao futuro o Tempo sentiu uma lamina perfurar
seu pulmão do seu corpo humano. Mas além de tudo sua essência primordial era o braço do Fim ajoelhado e sangrando o Tempo sucumbiu ao seu pior erro tornar-se humano demais. Foi quando uma forma angelical perfurou a realidade e afastou os dois primogênitos era o Infinito que disse sem mover uma palavra da boca, sua voz primordial tomou conta do local:

-Irmãos não ferem irmãos.. Tempo eu sinto em te informar, mais realmente nos não existimos. Não para os humanos, eles criam e destroem Deuses com tanta facilidade imagina o que não fazem com nós?A alma humana tenta atingir a perfeição de acordo com seus próprios desejos, seus conceitos evoluíram destruindo o que há de melhor na maioria dos humanos os transformando em escravos de seus próprios padrões de crenças. A culpa é deles? Não pois também não somos perfeitos e a partir do momento que começamos a criar a realidade deixamos traços de nossas imperfeições nela!Não podemos interferir na vida deles nem na realidade em que vivem,meu caro. Nós existimos pela necessidade é por ela que vamos existir e conseqüentemente talvez  desaparecer pra certas formas de vida! Agora vamos temos muito trabalho pela frente

E então o Infinito abriu um corte na realidade onde ele o Fim e o Tempo adentraram para concertar o Paradoxo.

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Até que enfim eu consegui terminar um post desculpa ai galera pela demora :) Mais isso é bom porque agora eu estou com planos maiores para uma possivel saga de "Primogênitos" ;) Boa tarde,madruga ou seja lá a hora relativa que você estiver lendo isso ahuruahuhruahrhuara. 

Abraços  do @der_werwolf


domingo, 6 de março de 2011

É ou não é?


Desde criança você ouve aquele papo dos seus pais, dizendo que na vida é importante não andar com más influências, tomar cuidado com as amizades, logo quando temos as primeiras noções de mundo, de como tudo funciona.

Aos dez você começa a entender as brigas, aos quinze começa a ver o que é certo e o que é errado, e talvez depois dos vinte, consiga entender como é que as pessoas funcionam. O que as deixa felizes, insatisfeitas e até o que fazer para enganá-las, caso você vá se tornando um pilantra inescrupuloso. E muito do seu caráter, nesses anos, é moldado pelo que você assiste, por quem você conversa e por quem considera como referência.

Tá, eu estou aqui com os meus vinte e com um discurso de trinta ou quarenta, mas se pareço mais velho é porque sou experiente e já vi/fiz muita coisa que você, leitor com menos idade, já hesitou fazer. Na mesma proporção que hesitei em agir como muitos agem só para demonstrar coragem, o que ao meu ver é uma estupidez sem tamanho.

Conte quantos amigos seus já quiseram fumar um baseado e te arrastar também. Bah, coisa leve, ficar alto uma vez na semana não mata ninguém. Beber, então, nada demais (Ok, eu bebo, não criticarei quem o faz). 90% das pessoas fumantes que eu conheço, só começaram a ter o hábito quando se deparam com alguém que já é viciado. Evidente que não é um número exato, é só uma estimativa. Mas não é aí que eu quero chegar.

Será que se você se espelhasse em alguém que não carrega consigo algo negativo, as suas vontades não seriam outras? Não que tenhamos de ser caretas e viver com as caras enfiadas em livros. NÃO, pelo amor de James Brown, não. Mas custa ter um estilo próprio de se vestir, de pensar, de se comportar, sem ter de consultar vitrines e tendências que o mundo cospe, sem critério e crivo algum?

Ninguém quer chegar aos cinqüenta, olhando para fotos do passado e pensando: “Poxa, o que é que eu fiz, o que é que eu fui?” Daí sub-entendemos que os ideais não eram próprios, e sim de outras pessoas. Porque quem agiu de acordo com o que acredita, durante a vida, jamais se arrependeu depois.

Os jovens de hoje tem mania de querer imitar exemplos abomináveis, em busca de uma identidade que certamente lhes trará embaraço num futuro não muito distante. Antes que o moralismo torne este texto uma lição, comento que é muito fácil se perder ao responder para si mesmo aquela perguntinha: “quem sou eu”?

Nessa vida, o que te leva para frente ou para trás, são as referências. E cabe a você, só a você, decidir no que elas vão afetar a sua forma de enxergar o mundo, que se encontra cheia de cópias porcas e sem conteúdo algum. Mas antes de qualquer coisa, enxergue. Não deixe que te digam o que é certo ou errado. Quem é sábio, escolhe por si só. 


Nota: Criado pelo meu Irmão Felipe Portes @donfillippo ^^  espero que gostem :) Abraços e Boa noite :)

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Quando o coração guia a mão.

So why don't we joint the masquerade?
Poets of the fall.


Meia noite e vinte e dois talvez meia noite e vinte e três. O tempo nessa cidade é uma verdadeira incógnita, ele é tão mutável e imprevisível como os corações vazios dos seus habitantes. Chove aqui dentro.. O vento carrega às gotas frias para dentro dessa janela em um apartamento largado as traças... Eu consigo ver além do que os olhos normais conseguem.
Essas pessoas vivem através da imagem que as outras passam para elas, e acreditam cegamente como uma espécie de verdade absoluta. Mais ninguém para e pensa que você não é aquilo que você tenta passar para os outros, o que você é a maneira que você pensa são definidas por suas ações individuais. 

Ética aqui é uma palavra desconhecida, quando eu observo todo mundo caminhando para uma jornada seguindo a missão de satisfazer seus desejos ilimitados, quem hoje não quer a lâmpada do Aladim? E isso é um problema, digo buscar satisfazer seus desejos, realizar seus sonhos? Não é tudo uma graça a piada do século, a não ser quando alguém sangra por isso não é mesmo?Outra coisa que ninguém te contou, alguém sempre paga por suas ações, responsável ou não, honesta ou desonesta.

No equilíbrio desse “jogo da vida” sempre alguém vai perder quando você avança quatro casas. Chega, minhas filosofias e pensamentos acabam com as gotas dessa tempestade.. Existe uma hora da sua vida que você realmente cansa de falar “Eu te disse!” Você sente vontade de deixar tudo pegar fogo, só para assistir certas pessoas queimarem nesse grande incêndio de erros, mais não. 

Nunca desistir, nem se desesperar ..está na hora de eu ir a rua limpar sua bagunça! É aqui que a poesia acaba, peguei meu sobretudo o vento é tão frio quanto meu coração hoje.A falta de um sol amarelo e radiante faz tudo se tornar tão clichê, sim eu sou aquele homem que anda sozinho na direção contrária, eu deixo para trás um mundo de erros e sentimentos exagerados.Aqui é aonde eu estabeleço o limite! 

Você deveria fazer o mesmo!
01.01
Uma hora da manhã e um minuto, não sei por que as pessoas têm fé de que alguém está pensando exatamente nelas nesse exato momento, aqui nessas ruas pavimentadas com mentiras e tão frias quanto o inferno, duvido que alguém pensa em mim e se pensa também não é para o meu bem estar. Não existe mais padrão para a maldade, hoje eu vejo os piores bandidos de terno e gravata, porcos que só pensam no próprio umbigo  sua magnitude e vida gira em torno de seu beneficio próprio, seu jeito ilícito de poluir a vida das pessoas fazem os mortos vibrarem de raiva. Como eu sei disso?

Eu sei de muitas coisas que não gostaria de saber, mais já que sei é minha missão fazer algo com esse conhecimento. O cheiro da chuva que passou é misturado com o mormaço da opressão diária incentivando um ambiente hostil, ou aqui não seguimos a lei da nossa selva também? Você vive padronizado, e ambientando na sua zona de conforto, o mormaço te força a sair dela, a enfrentar as coisas com suas próprias mãos! 

Mais nunca é assim, nunca foi e nunca será, as crianças da noite brincam suando seu hedonismo exagerado e inconseqüente. Todo esse suor irá escorrer para um lugar entupido com lixo humano, e quanto todas as valas começarem a transbordar seu sangue estará marcado, os corruptos e desonestos acompanhados por suas putas de luxos irão implorar por perdão e salvação 

e eu irei sussurrar: Não

Sei que ainda não fomos apresentados ainda, me chamam de “Andarilho do Asfalto” ou só Andarilho, e eu estou em todos os lugares! Não não sou um herói e também não tenho poderes, não posso me transformar em nada. Mas eu sei  de que todas essas coisas que te tornam interessantes, começar uma revolução é a melhor delas!

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Boa madruga e abraços. 

@der_werwolf

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

O herói do dia



Conto inspirado em: Metallica – Hero of The Day (letra)

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Já passava das… duas… ou três

Eu não fazia questão de saber as horas. Há muito tempo não sabia o que era ter uma rotina, e estava bem daquele jeito.

Desci à cozinha, peguei uma garrafa de cerveja, abri-a com certa dificuldade e comecei a andar pela casa dando breves goles. Afinal, não tinha nada para fazer no dia que estava para raiar, ou no dia de amanhã… ou em qualquer outro dia. Não é maravilhoso? Não ter nada com o que se preocupar, ter todo o tempo do mundo para reorganizar toda a sua cabeça… É um dos melhores sentimentos do mundo.


Até que vejo aquela janela. Ah, aquela janela com a luz acesa em plena madrugada. Aquela luz amarelada colorindo a ruela azulada e sem vida. Tive que desviar logo meu olhar para qualquer outra coisa. Achei um porta-retratos.
Segurei-o, passando meu polegar na parte da foto onde minha mãe estava. Sorridente, abraçada com meu padrasto e comigo. Eu, usando aparelho e com um cabelo horrível, mostrando aquele monte de ferro e borracha na boca como se tudo fosse bom e colorido.

— Mãe… ele tentou e… acabou comigo.

Coloquei o porta-retratos de volta no lugar de origem e voltei a perambular pelos cômodos silenciosos da minha casa. A luz vinda da janela continuava a me perturbar. A garrafa de cerveja começou a tremer junto à minha mão. Eu tinha logo que fazer alguma coisa.
Resolvi dar um último gole para acabar com toda a cerveja. Saí correndo para a garagem, onde peguei um galão repleto de gasolina. Com muita falta de coordenação, comecei a encher a garrafa com o combustível.
Aquele era o pior sentimento do mundo. Eu não era mais nada, minha vida era um grande quadro de natureza morta pintado em tons de cinza. Não sabia mais o que era amor, o que era afeto. Muito menos o que era ter um emprego, uma família… ter um dia que valesse a pena viver.
E você já deve ter imaginado qual o motivo. É, mulher. Aquela história de sempre, ela me trocou por outro.

(Da janela começaram a sair gritos. Eram tão sonoros que mesmo na garagem, com o barulho da gasolina caindo dentro e fora da garrafa, eu conseguia ouvir claramente.)

O grande problema é que o outro não era melhor do que eu. Ao contrário, ele era muito pior do que esse resto de homem que sou. Simplesmente porque ele me fez ser esse resto. Não por roubar a mulher da minha vida, mas por me roubar tudo.
Eu poderia até dizer o nome dele se ele não trocasse de identidade como troca de roupa. Um exímio enganador. E mestre na arte de acabar com a vida dos outros.
Não é culpa minha que agora sou um alcoólatra que só sabe beber, fumar e cheirar cocaína e assistir programas idiotas na televisão deitado em um colchão encardido jogado no meio da sala. Muito menos culpa minha ter que ficar satisfeito transando com adolescentes sem rumo tão viciadas quanto eu. É só uma questão de não conseguir mover um palmo para arrumar minha vida com medo de que tudo acabe. De novo.
Tudo o que ele me fez volta, parece que está acontecendo agora. E de fato está. Minha vida continua sendo uma sobrevida.
Peguei um pano velho, voltei à cozinha, encharquei-o com óleo e o posicionei na boca da garrafa com gasolina. O isqueiro já estava no meu bolso – acho que ele esteve lá desde que Janice cuspiu no meu rosto e disse que nosso filho era só dela.
Saí na rua, a janela ainda estava aberta e irradiando a luz amarela. Os gritos continuavam. Esperei. Sentei no meio da rua deserta, esperando alguém aparecer. E apareceu.
Janice foi à varanda, gritando por socorro. Olhou para mim, mas não tive tempo de explicar nada. Na verdade, não pude me dar a esse tempo.
O isqueiro foi parar na minha mão, e ele acendeu o pano.


Não me dei ao tempo de explicar para Janice que eu não tinha estuprado sua irmã, que eu não estava planejando fugir com outra mulher para alguma cidade dos Estados Unidos, que eu não desviei aqueles milhões da empresa onde eu trabalhava, que eu não era aquilo que ela pensava, que o culpado era aquele idiota que maltratava ela quase todo dia só por diversão, que eu estava na casa à frente da dela desde que havia perdido a razão de viver só para vê-la sofrer nas mãos dele.
Isso é o que dá ter um buraco vazio no lugar do coração.
Quando me dei conta, já estava tudo pegando fogo. Os gritos continuavam, o tempo quase parava. A lâmpada do quarto estourou, e depois daquele dia eu tinha certeza que nunca compraria uma casa de madeira.
Eu já estava correndo para dentro de casa quando me lembrei do meu filho. John Michael. Não conseguia ouvir meu bebê chorando. Talvez porque ele não seja meu. Não mais.
A janela continuava a queimar, e eu só queria me esconder. Me esconder de mim mesmo, até que um novo dia raiasse. Não sabia se eu ainda era totalmente eu. Não conseguia mais lembrar meu nome.
Rastejei para trás do sofá da minha sala, segurei nele com todas as forças que ainda me restavam e esperei. Todo aquele pesadelo poderia acabar depois do raiar do sol. Mas, lá no fundo, eu sabia que não iria. Eu estava perdido, precisava procurar por um herói. Um herói que pudesse salvar a minha vida. Porque a vida de Janice e de John já estavam perdidas.
Eu ainda tinha salvação. Eu ainda estava vivo.
Até olhar para o lado e ver o porta-retratos jogado no chão. “Provavelmente eu tropecei em todas as mobílias da casa no desespero”, logo pensei. Peguei-o de novo. Acariciei minha mãe. Ela, que também me abandonou depois de também ser enganada pelo outro homem.

— Mãe… ele ainda tenta… e acaba comigo.

Tudo ainda está acontecendo agora. Tudo é real.
Será que ainda existe um herói? Será que ainda existe essa salvação?
Será que um dia vou conseguir ouvir meu bebê chorar?

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Saudações, Nave Big Brother. -q
Esse é um texto que retirei do meu longínquo blog Clube da Fruta. Hoje não pude trazê-los um texto inédito pois a ida à Cidade Universitária consumiu minha manhã inteira. Rabisquei o caderno no ônibus, mas o que escrevi ainda não está completo.
Prometo que as soon as possible colocarei um novo texto para vocês, leitores fiéis.
E nunca se esqueçam dos banners do HWB e da tag #heavenswillburn para divulgar nossos devaneios, okay?


Abraços efusivos, e gute nacht*!


@mrpitanga
* Boa noite, em alemão.

Random #03

Esse Random especial homenageando:
Lord Byron!

Comer,beber e amar... O resto não vale um níquel.

Sentira, à frase tão doce,
Exultar-me o coração,
Se a nossa existência fosse
De perpétua duração.
Tu Me Chamas-Lord Byron

Ela caminha em formosura

Ela caminha em formosura, noite que anda
num céu sem nuvens e de estrelas palpitante,
e o que há de bom em treva ou resplendor
se encontra em seu olhar e em seu semblante:
ela amadureceu à luz tão branda
que o Céu denega ao dia em seu fulgor.
 
Uma sombra de mais, em raio que faltasse,
teriam diminuído a graça indefinível
que em suas tranças cor de corvo ondeia
ou meigamente lhe ilumina a face:
e nesse rosto mostra, qualquer doce idéia,
como é puro seu lar, como é aprazível.
 
Nessas feições tão cheias de serenidade,
nesses traços tão calmos e eloqüentes,
o sorriso que vence e a tez que se enrubesce
dizem apenas de um passado de bondade:
de uma alma cuja paz com todos transparece,
de um coração de amores inocentes.
 
 Lord Byron 
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Ae pessoal espero que tenham gostado do post, ainda hoje eu vou escrever algo novo aqui! ^^
Por enquanto fiquem com o blog do meu Brother:  http://osgalinaceos.blogspot.com/  (Quem quer dar risada é muito bom, recomendo! Quem gostou comenta também!)
E tem mais um recado só que como eu sofri um acidente e agora to com memória de 5 minutos fica dificil .. Lembrei: Banners do #heavenswillburn .. Quem quiser colocar no orkut, qualquer rede social para divulgar quem gosta do trabalho eu e o @mrpitanga Agradecemos !
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Boa noite, e abraços!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A poesia de Adelaide





“A cada dia que passa, eu penso mais no nosso futuro.
Ia ser tão mara ficar do seu lado pra sempre, tipo, ia ser perfeito!
Ter a nossa própria casa, ter nossos trabalhos e nossos filhos.”

Já é a quinta vez que releio as cartas de Adelaide. Só hoje.
Faltam poucas horas para minha festa de aniversário, e não estou com vontade alguma de comemorar meu meio século de vida. Só consigo ver como recompensa do tempo passado essas rugas proeminentes ao redor dos olhos e na testa, além dos fios brancos que se escondem no meu cabelo e, claro, as folhas rabiscadas que Adelaide me escreveu na adolescência.


Quem não sente falta de um pouco de amor, não é mesmo?

Aos cinquenta anos começa a ficar inviável a vida boêmia, mesmo que garotas lindas de vinte anos ainda corram atrás de mim. Existe um momento na vida em que toda pessoa precisa sossegar o facho, casar e dormir antes da meia-noite todo dia. Sempre gostei dessa ideia, traz conforto e um sorriso bobo no rosto. Mas fica difícil cumprir tal tarefa sendo uma celebridade internacional cobiçada por qualquer máquina fotográfica ligada em um aeroporto.
Consegui encostar na terceira idade com uma vida digna de biografia, com muitos altos e baixos na minha vida pessoal e na de vocalista de banda de rock. Conheci lugares e pessoas inimagináveis, passei por situações incríveis, visitei quase cem países... a vida que qualquer um pediria a Deus. Faço dinheiro, tenho mulheres e viajo pelo mundo inteiro fazendo o que gosto. Mas hoje... bem, hoje nada disso está tendo importância. Nem as roupas caras, nem os Grammys, nem as fotos com Slash e Mike Patton...
Hoje penso se eu trocaria essa vida abençoada por uma vida mais módica ao lado da Adelaide. Dois anos de namoro que jogamos no lixo por causa de nossas ambições profissionais: Eu, que tinha uma mini-turnê pelo Centro-Sul do Brasil e ficaria dois meses tocando com o Portobello Club; ela, que ficaria seis meses estudando na Inglaterra para ser professora. Depois do longo beijo que demos no aeroporto, no dia de sua partida, nunca mais senti a maciez de seus lábios, o frescor de seu perfume e toda a poesia que se articulava na minha mente só de admirá-la.
Durante esses trinta e muitos anos só consegui ter acesso ao básico sobre a vida dela: Casou com um empresário escocês; ambos fundaram a ZooSisters, a ONG de proteção aos animais de rua que a Adelaide tanto queria fundar; é professora de História Inglesa na USP; tem uma filha que chama Luciana. Ela também deve saber do básico sobre mim pelos tablóides: Meus devaneios e noites com atrizes, minhas constantes mudanças de cor do cabelo e de vestuário... mas ela não deve saber que a música mais premiada do Portobello Club, “Tomorrow”, foi inspirada nela. Ela também não deve saber que nossa primeira foto juntos está em um modesto porta-retratos no criado-mudo do lado da minha cama. Queria que soubesse.
Eu poderia me aproximar dela muito facilmente, fazendo uma doação exageradamente grande para o ZooSisters e direcionando os holofotes para mim e para a fundadora da ONG. Poderia ainda revelar o segredo sobre “Tomorrow” e tantas outras canções inspiradas em seus olhos negros e seu modo de andar.
Poderia. Mas é melhor não.
Nós dois atingimos cinquenta anos, não temos mais idade para amores de adolescente.

Bip.

Ouço um barulho familiar. Largo as cartas de Adelaide, guardo-as no saquinho dourado onde ficam desde meus dezessete anos e...

Bip.

Sento na cama e pego o notebook. “Um novo e-mail”, ele acusa. Clico no balãozinho. De duas uma: Fãs ou gravadora. Os caras da banda sempre falam comigo por telefone.
O e-mail não tem título, mas foi mandado por um tal de “adelaide@zoosisters”... “.com”...

“50 anos, Rodrigo.

Isso é tudo o que eu sei agora. Depois de tanto tempo, me limitei a saber sua idade.
Eu não quero ser melosa — afinal, não nos falamos há tempo demais —, mas essa é provavelmente a última carta que escreverei para você, e eu precisava escrevê-la. Ficamos acreditando que nos encontraríamos em um futuro distante para termos uma família juntos, só que a vida foi malvada com a gente. Deveríamos ter criado nosso acaso e não esperá-lo agir. Mas tudo bem, acho que estamos felizes com a vida que levamos hoje em dia, né? (por favor, diz que sim)

Sabe, você foi uma das melhores pessoas que conheci na vida. Nunca pensei que iria conhecer alguém que tivesse coragem de gostar de mim antes de me conhecer direito. As pessoas sempre têm tantas dúvidas sobre qualquer um, mas você...
Você nunca duvidou de mim. Nem de nós.
Enfim, só mandei esse e-mail para te desejar muita paz, saúde, amor e sucesso com o Portobello Club. Você já tem tudo isso, é só manter esse pique. E queria que você continuasse sem duvidar de nós, pois você deve saber que ainda te amo. “E isso deve ser o suficiente pra te encontrar em qualquer lugar, mesmo que seja em outra vida.” (e é bom que você lembre desse trecho de uma das minhas cartas, senão te mato)
Então... até a próxima encarnação.

Beijos,
Adelaide Carvalho.”

Pego o celular. Digito o número da agência que promoverá o “evento” que será a comemoração dos meus cinquenta anos.

— Oi, vocês podem incluir mais um nome na lista? ... É... Adelaide Carvalho Sykes... Tudo bem... Vocês podem mandar o e-mail convidando? ... Okay, muito obrigado.

Aperto o botão vermelho, seco os olhos umedecidos com a manga de minha camiseta e me sinto com quinze anos de novo. Acendo uma vela e rezo para todos os santos possíveis para que ela possa vir na minha festa. Mesmo se não vier, tudo bem, afinal sei que um dia estarei junto com ela.
Mesmo assim, desculpe-me, “próxima encarnação”, mas eu quero a poesia de Adelaide mais uma vez nessa vida.
Pelo menos mais uma vez.




- Posfácio -

Eu sei que, para quem conhece um pouco sobre minha vida, esse conto é pessoal demais e não deveria ter sido escrito. Mas senti que tinha que escrevê-lo, afinal já se passaram duas semanas comigo sonhando com a pessoa que me inspirou a fazer “A poesia de Adelaide” e, para mim, isso acabou sendo um sinal para redigir o conto. Pode ser só uma engrenagem solta no meu inconsciente, mas isso não me impediu de vasculhar as cartas que ela me escrever ao longo dos nossos onze meses e meio de namoro para me inspirar.
Entretanto, pelo menos “A poesia” tem um final feliz. Não fica claro se Adelaide vai à festa — talvez eu faça uma continuação -, mas o coração dela e o de Rodrigo terminaram em paz.
Queria que todas as histórias tivessem finais assim.

Felizes.
@mrpitanga

Lua Âmbar: O Caçador


Vida consumindo vidas para continuar vivendo.
Acaba para um, continua para todos.
A cobra morde sua cauda.
O ciclo reinicia ...

XIII


Como é a sensação? Tenho escutado isso o tempo inteiro desde que eu destronei o Imperador. Meu plano era perfeito, é mais com certos obstáculos ai nada deu certo. O filho do Imperador em que eu confiava quer minha cabeça em uma bandeja, por ser uma questão de honra capturar o assassino do seu próprio pai. Enfim ele fingia se importar e colocou um esquadrão atrás de mim. Desde então o império tornou-se “limpo” os cidadãos não eram mais explorados por altas taxas e nem por tributos inúteis a falsos deuses. A gestão do império estava chegando à perfeição, só que eu servi de mártir pra tudo isso acontecer.

Tudo foi tão rápido em um momento súbito eu possuía sangue de um nobre em minhas mãos, enquanto meu próprio peito era dilacerado. Tudo depois disso foi como uma memória passageira, o meu dragão guia “Huanglong” me tirou da sala que logo mais estaria lotada de soldados, me levando a uma espécie de caverna um local estranho com muitas velas acesas e incensos, o chão reluzia em ouro. A minha sensação era de não possuir mais um corpo físico, Huanglong me deu parte de sua energia vital com uma missão:

“Nobres e honrados guerreiros não morrem, eles vivem para sempre para lutar por uma causa maior que a deles e você Nezha, vai lutar por Gaia e defende-la e para isso seus ossos se tornarão tão fortes quanto as minhas escamas, que seu punho tenha a força de mil Raios e que seja tão astuto e rápido quanto os quatro ventos sendo assim em um lugar especial parte de minha força irá fluir em ti!”

Foi quando Huanglong tocou meu peito, e depois disso um enorme clarão azul e então a surpresa estava eu em uma casa abandonada dentro do Império, estava envolvido por um manto só que sentia que minha armadura e a espada estavam comigo. Algo me chamou para olhar pela janela eram dois humanos, ou algo parecido. Seus olhos brilhavam com uma escuridão intensa, esfreguei os olhos para ver se tudo estava certo, observei que na cabeça de um, existia um par de chifres.

Despertou em mim um desejo sobrenatural de destruir ambos, um frenesi tomou conta do meu corpo. Pulei da janela com a minha espada erguida, passando a lamina saliente ao pescoço de um dos monstros. Ele caiu como uma sombra observei o corpo no chão rapidamente sem baixar a guarda enquanto apontava a espada no peito do outro demônio encurralando tentei retirar algumas informações dele, mas só escutei uma palavra com clareza: “Bem vindo ao mundo das trevas Dragão” Antes da espada dividir ele ao meio.

Depois disso tudo se tornou o inferno, eu percebi que o Império estava repleto de várias criaturas abissais. E foi ai que eu comecei a enfrentar meu maior dilema: Os humanos são fracos e são possuídos por uma diversa gama de males, quando eu os destruo eles voltam a ser os mesmos homens que sempre rezaram, eu virei um assassino de homens na visão dos cidadãos e um Caçador de monstros em minha própria visão.

Mas isso não me chateava era minha missão aqui era o propósito da minha existência. Filosofias a parte, isso não importa com tanto trabalho o mundo pode esperar um pouco. A grande Lua brilhava novamente no céu estrelado, e eu estava lá aproveitando alguns momentos de paz  nos campos verdejantes.

•••
Tudo estava abafado, mesmo ao ar puro me fazia sentir claustrofóbico, aprisionado algo tentava sair da prisão, um animal cruel e selvagem. A prévia do alto firmamento da Lua já causava o distúrbio na personalidade, o estado de ira era constante, eu era a fúria de Gaia mas ainda era o antigo “Onatah”.Gritos de ódio, Uivo de vingança. 

Depois que eu deixei minha aldeia eu comecei a vagar por todos os cantos para realizar a vontade de Gaia e em dias de transformação eu não costumava ficar perto de aldeias ou outras vilas. Faltava algumas horas para a Lua cheia, então eu corri o mais rápido possível, o bom de tudo era que eu possuía uma velocidade formidável. Eu estava cansado de acordar com o gosto de sangue na boca, e com o corpo todo manchado e ver a pilha de corpos sobre meu rastro de destruição. 

Estava cada vez mais difícil conter a besta, comecei a me debater, o chamado selvagem estava presente, sentia o vento anunciar a transformação. Não conseguia conter a força em minhas mãos, desferindo socos e chutes. A fúria iniciava-se minha pele desgrudava do meu corpo, que sofria mutações alterando seu tamanho e estrutura quando a dor passou e tudo parecia mais calmo, eu ainda estava lá só que não mais no comando. 

Eu conseguia sentir a origem do mal, tudo apontava para o norte e foi para aonde o homem lobo dirigiu-se. O uivo inicial, para colocar medo nos corações frágeis dos inimigos anunciando a chegada do seu algoz. Fui parar em um campo verdejante sentia uma enorme energia no local, porém não conseguia distinguir se era boa ou má. 

O vento trazia uma sensação nostálgica, o cheiro lembrava um réptil mas ao mesmo tempo algo superior a uma besta, foi quando todos os meus sentidos foram atraídos a um ponto uma pequena elevação, existia um homem acompanhado por uma espada e uma armadura, a energia emanava daquele ser! Ele era o que estava causando desequilíbrio em Gaia e era ele que seria minha caça hoje! Até que escuto aquele ser dizer:

“Ora ora, eu já vi alguns com presas, outros temiam aos homens lobo do Oeste, mas não é que a lenda é realmente real!? Prepare-se para sucumbir a minha espada, eu sou a justiça e você Besta não sairá daqui com vida!”

Ele empunhou a espada em minha direção e estava em posição de ataque. A ira fluía em minhas veias e um dom que gaia me deu foi ativado, o ambiente tornou-se gélido, meus músculos tornaram-se ainda mais fortes e minhas garras afiadas como o aço. Olhei uma ultima vez para a lua alta no firmamento, uivei para invocar os antigos espíritos da proteção, enquanto um corria em direção ao outro. O festival de sangue começava!

Aê nova série aqui no blog õ/ espero que todo mundo aqui goste do cross over que eu fiz -Q Abraços a todos ;*