terça-feira, 29 de março de 2011

Solidão


Gosta de me acompanhar
Em cada momento vão,
Em cada frase solta ao vento
Sobre as ruínas das pontes

Que me ligavam ao mundo.
Com pesar nos olhos,
E o coração abalado,
Risco versos na folha branca
Profanando sua pureza,
Com minhas lágrimas de sabor acre.
Peço perdão mentalmente
Por não ser compatível
Com seus anseios para mim.
Por não ser digno dela.
A lacuna jamais será preenchida.
Cada lágrima é um sopro de vida,
Que se esvai suavemente.
Não há como voltar.
Vou de encontro à ela.
De braços abertos
E olhos fechados de medo.
Mordaz, feroz e carinhosa,
Toma-me em seus braços esqueléticos.
Devora-me com seus olhos famintos
Por todo o meu ser, minha vitalidade.
Somos só ela e eu agora
Em sua obscurecida morada.

domingo, 27 de março de 2011

Rosa no jardim



Rosa que brotou em meu jardim,
Envolveu-me com sua leve beleza;
Suave, natural, lindamente se abriu
Até mostrar-me seu interior.

Traduzi-lo tentei, mas foi em vão;
Até achei que a loucura me afligia.
Queria eu tê-la para mim,
Uma flor, um amor, só assim
Teria suas pétalas, seu perfume,
E os guardaria na memória, sempre;
Queria eu mais perto te sentir,
Um toque, um pouco a mais que um olhar,
Entretanto, permaneço à janela,
Retenho-me apenas a contemplar,
O Sol que brilha em tua pétala.

segunda-feira, 21 de março de 2011

O paraíso era aqui


 03/04/2012 – O Paraíso era aqui. 

Em uma terra dominada pela selvageria, onde o clima é pesado sendo que até o próprio ar que se respira queima os pulmões em fúria e o sol desistiu de brilhar, você só reza para que a bala disparada da sua arma traga um pouco mais de fé e luz, e... É claro acerte a cabeça dos Pesadelos.


O Paraíso era aqui na época em que todo mundo trabalhava, vivia sua vidinha que achavam medíocres tinham um lar uma casa e a missão de chegar vivo ou inteiro todo dia. Falo isso porque antes do grande Apocalipse eu era um escritor e hoje a mesma mão que segura à caneta para fazer poesia agora segura uma Carabina metralhadora Sten, toda suja de lama e sangue.

Não sei o que aconteceu na verdade ninguém sabe até hoje, os mortos os pesadelos não levantaram por culpa de um vírus, ou um portal vindo de outra dimensão. Na verdade a única triste coincidência é que tudo começou em janeiro de 2012. De repente tudo que você conhece ou chama por realidade mudou.. Tudo que possui vontade suficiente para semear a destruição consegue voltar de alguma forma, assombrações tomaram diferentes formas as mais comuns são os zumbis, outras assombrações tomam uma forma mais horrenda e essa nova realidade traz a loucura no cérebro de quem a vivencia. Tudo o que eu procuro é uma forma de ajudar os outros, pois tudo que eu tenho agora são restos e lembranças de uma vida que era perfeita.

 
27/03/2012 – Um Abrigo para a Chuva

Joanna e eu não entendemos nada do que está acontecendo, os noticiários são confusos e o tempo parece ter parado. O caos e a fobia se instalaram no coração de toda população, esses horrores lá fora e ninguém quer permanecer unido, talvez seja isso o problema da nossa espécie e é ai que os Pesadelos atacam na adversidade. O governo não ajuda em nada a população só o “Clube dos Gringos” fechados para políticos e suas prostitutas e outros famosos são como uma fortaleza que os protege da nova realidade, o máximo que fazem é entregar uma arma na sua mão e falar com um sorriso falso: “Faça o melhor que puder com isso filho!” E o coletivo, toda essa história ai de nação unida você enfia no vaso sanitário (se você der sorte de achar um) e dá descarga. Nas adversidades cada um no fundo bem no fundo quer garantir o seu, sua própria sobrevivência e então quando um é derrubado vira apenas uma questão de tempo para todo o resto desmoronar.

28/03/2012 – Renascimento

Blábláblá Pavlov agora não existe mais, enquanto lágrimas tomam minha mão e mancham o papel desse maldito diário. Joanna minha única fonte de paz foi tirada de mim. Apenas quando você perde tudo mais tudo mesmo é que você percebe que tudo aquilo era o que você precisava ter. Os tiros destruíram a maioria dos zumbis que estavam no local, meu ar era calmo, porém concentrado, Joanna estava com um mau pressentimento sobre estar naquela Avenida até que a Gasolina do maldito carro acaba e um maldito era mais como uma sombra porém , em uma forma humanóide seqüestrando Joanna, eu corri até que os músculos da minha perna não agüentassem mais, até que eu não conseguisse me arrastar. Mas não foi o Suficiente e agora eu farei o Suficiente mesmo que ela não esteja mais entre os vivos, mesmo que ela seja agora só uma lembrança espalhada pelo vento. .



04/03/2012– Entre um Poeta e Justiceiro

 Perder tudo é difícil mais você levantar mesmo depois disso é um desafio que te torna ainda mais forte. Mas a vida nesse mundo não deixa de ser uma merda eu tenho um motivo para viver e para provar que posso ser tão forte quanto o pesadelo. Recarreguei meu estoque de balas e armas conseguindo de alguns mortos do chão, andei alguns quilômetros até que uma criança clamava por ajuda fui até ela e alguns zumbis estavam atrás do pai dela, a menina mal conseguia respirar de tanto que correu ela ficou atrás de mim e as balas foram certeiras. Tudo salvo, sem desespero meu coração não temia a mais nada.Aquele senhor era um tanto quanto louco, mais eu agradeço até minha ultima prece por ele aparecer na minha vida, contei minha história para o velho e ele disse que essas sombras que raptam as pessoas a levam para o “Castelo dos Gringos”  (Sabia que eles todos iram para o inferno) com fins estranhos , ele mesmo conseguiu escapar.. Se tudo aquilo era verdade ou não, não era uma preocupação pois eu não tinha nada a perder. Pois agora eu vou traçar meu destino e encontrar Joanna nem mesmo que eu morra tentando.
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É demorei mais tá ai, quem gostou e deseja uma continuação manda um comentário maroto ai que faço até mais rápido AUHRHAHUR. Mesmos recados turma Sigam o Blog @heavenswillburn ^^ e comentem se gostaram ou se acham que precisamos mudar algo. Abraços do @der_werwolf


domingo, 20 de março de 2011

Mitologia e nomes


Desde os tempos imemoriáveis,
As paixões crescem nos corações,
Florescem como rosas no jardim.
Novas, inspiram as belas canções
Entoadas de formas variáveis.

Mudanças se dão freqüentemente
Assim é que se vive a vida
Risíveis são aqueles fracos
Indignos, que verão sua partida
Sofrerão eles tão ferozmente!


Das augustas e lindas ninfas
Aos loureiros tão bem vistos
Formando tão bela história
Nos períodos tão mais modestos
E livres de tantas confas*

Mares ainda não desbravados
A espera de certas naus
Rutilando** em suas ondas
Incluindo em si os céus
Só os tornando mais sagrados.

Depois que tudo se vai na brisa
As coisas voltam ao seu normal
Fica o que realmente importa
Nem toda fuga tem mal final
E faz a ninfa o que precisa.

Mantém-se firme na sua ideia
Arreda o pé, e segue em frente
Riscando o passado da memória
Impõe-se ao mundo, inteligente
Seu sangue corre gentil na veia.

*brigas
**brilhando

Dedicado à uma amiga muito querida. Em homenagem à origem do seu nome.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Beijado Por uma Rosa


Deitado num leito de morte
Estava eu quando pude te ver.
Até abri bem os olhos pra crer
Em como tive eu tanta sorte.

Meu pranto a rolar e a neve a cair
Sobre as estátuas do cemitério.
Mas graças ao seu rosto citério
Consigo assim do mal me evadir.


E ao ouvir sua voz, tudo mudou
Algo se transformou em mim
Ao sentir o seu beijo carmim
Minha pele logo se arrepiou.

Você se tornou um vício doce
Que sempre abre meus sentidos
Ao sussurrar em meus ouvidos,
E permaneço sob a sua posse

Mas, se tudo for um sonho
Eu não quero mais acordar
E apenas o que lhe proponho
É que possa eu te amar

A sensação que tenho é que
Sempre que estou com você
O inverno se vai, a neve não cai
E tudo é amor por aqui.

Poema inspirado na bela canção: Kiss from a rose

terça-feira, 15 de março de 2011

Remediações



Chegou em casa naquele dia querendo remediar as coisas. Já havia algum tempo que não se davam mais. Sabia que as coisas não iam bem. Abriu a porta, jogou seu casaco sobre o cabideiro, como fazia todos os dias. Deixou as coisas na sala e foi procurá-lo nos outros cômodos. Não o encontrou em lugar nenhum da casa.
Apenas havia um envelope endereçado à ela, com a letra dele, sobre a lareira. A chuva caía lá fora, assim como as lágrimas lhe caíam dos olhos agora. Não tinha coragem de abrir o envelope. Tinha noção do que encontraria. Resolveu ir comer primeiro, mas nada lhe descia pela garganta. Um aperto profundo e terrível lhe tomou o peito. Voltou à sala, tomou o envelope nas mãos e novamente sua vista ficou marejada de tantas lágrimas que lhe vinham. Abriu-o, sabendo que possivelmente não gostaria do que veria. Leu-o com dificuldade. Nele, seu marido havia escrito que viajaria para a casa da mãe em Minas, estava cansado de como as coisas iam, mas que a amava muito e que talvez pudesse mudar de ideia ao vê-la novamente. Seu vôo sairia exatamente às 19 horas. Eram 18:45. Com dificuldade, correu para a garagem, pegou o carro e correu para o aeroporto. Chegando lá, carros de polícia, bombeiros, reportagem. O avião com destino a Minas Gerais havia sofrido uma pane elétrica durante a decolagem. Seu amor, suas esperanças, sua vida, tudo havia ido junto com o avião. Estava só agora. E descobriu da pior maneira que tudo se pode remediar, exceto a morte.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Mundo animal


E se o mundo fosse diferente?
Animais nos dominassem a todos,
Submetendo-nos aos seus desejos.
Girafas de gravatas borboletas,
Elefantes bigodudos, fumando charutos,
Crocodilos com bolsas-humanas,
Lobos com casacos feitos de pêlos-axilares,
Vacas injuriadas pela Doença da carne-louca
Porcos com pneumonia torácica,
Leões donos de chácaras e fazendas,
E um rebanho de corpos nus,
Trazidos às suas origens animalescas,
Despudorados, sem amores, afazeres,
Apenas o pastar alienado de todos os dias,
Observados pelos visitantes deste circo de horrores,
De propriedade do nosso ancestral primata,
Afinal, todos estão com a Macaca.

Um texto um pouco diferente dos demais que eu escrevo. Espero que gostem, é um pouco mais bem humorado, mas quero que reflitam sobre ele, hein! :)