sexta-feira, 15 de abril de 2011

Uma amor à prova dos deuses



Tive que aos deuses antigos recorrer
Para este grande amor tentar entender
Eu estava fraco e deprimido
Meu coração havia cedido, havia caido



Com uma rosa na mão Afrodite fui visitar
Ela me disse que você era a dama mais linda,
Que em toda terra poderia encontrar
E disse que eu tinha sorte de te ter como par

Para Atena, um livro não podia faltar
Com toda sua experiência
Disse que agora eu iria verdadeiramente amar
Agradeci sua sabedoria e fui embora velejar

Antes passei em casa e o tridente eu peguei
Invoquei Poseidon e ali me aconselhei
Me disse que eu teria muitas emoções
Mais tudo acabaria em um oceano de amor e paixão

Quando sai do mar o grande Apolo avistei
Subi em sua carruagem e algumas palavras ganhei
Disse que minha amada brilhava mais que o astro rei
Mas eu tinha que ter cuidado para não apaga-la de uma vez

Depois que ele se foi, Ares apareceu
Dizendo que eu perderia o mais precioso ser
Desembainhei minha espada e fui a ele deter
Ele queria te conquistar, me fazendo assim sofrer

Para completar a confusão, Hades ali surgiu
Com suas muitas palavras me ludibriar, quase conseguiu
Naquele momento a fúria veio a mim
E com um movimento de espada, nos dois deuses dei um fim

Após tanto pelejar, Zeus veio a mim e se humilhou
Desceu a terra, olhou em meus olhos e perante a mim se ajoelhou
Disse que não conhecia homem tão corajoso como eu
Me deu um de seus raios e no Olimpo se escondeu

Guardei o raio em minha mala e fui para um bar
Peguei uma taça de vinho para Dionisio invocar
Prometi a esse deus uma festa com muito vinho fazer
Se no dia de hoje um "Sim" eu receber

Com minhas poucas moedas Hermes eu chamei
Lhe entreguei o raio, uma carta
E um buque de rosas que comprei
Pedi que lhe entregasse as coisas e assim me retirei

Na carta estava escrito
"Estou aqui a te esperar
De uma chance a esse bobo
Que só quer de novo amar"

Espero sua resposta com muita ansiedade
Tem que ser uma resposta com sinceridade
Espero pelo "Sim", mas estou preparado para o "Não"
Com essa resposta vou saber se os deuses são uns "fanfarrões"

segunda-feira, 11 de abril de 2011

A linha tênue



- Tem gente que acredita que nossa vida é separada por uma linha Tênue com a morte. Eu pessoalmente acredito que a vida seja como um vagão de metro
Disse o jovem sentando em um banco no vagão ao lado de  uma garota, ela possuía cabelos castanhos e olhos escuros. Ele era normal, porém estranho o bastante para começar uma conversa com alguém desconhecido, a garota sorrio e perguntou ingenuamente
-E por que você acha isso?

Ela sorri, enquanto o metro saia da estação Tucuruvi. Então o jovem começou a desenvolver melhor sua metáfora.
-Imagine o vagão como o mundo nele existe pessoas como aquele senhor ali que dormem o tempo todo.
No momento em que o garoto apontou o dedo para um senhor que roncava desesperadamente foi repreendido pela garota ao seu lado.
-Pare de apontar é feio, vamos ser discretos.
Ele disfarçou um sorriso enquanto continuava a desenvolver sua metáfora.
- Os que dormem o tempo todo vivem em um mundo de sonhos o que seria a vista da janela do metrô, você talvez nunca alcance o mundo lá fora, e quem sonha o tempo todo esquece o mundo real e perde oportunidades únicas como minha conversa com você agora, se eu fosse um sonhador talvez não conversasse contigo.
A garota fez um semblante de quem estava pensando no assunto e chegou à conclusão de que ele estava certo.  Agora ele apontava para mais dois jovens distintos, ambos estavam lendo.
-Existem aqueles preocupados com o futuro.
-Como assim? Um está lendo um jornal e o outro um livro e pelo visto de história. Eu diria que o preocupado com futuro é o que está lendo o jornal.
Disse a garota com certo tom de desprezo. E subitamente o garoto retrucou:
-Não, ambos estão coletando informações e o que vale hoje em dia é o conhecimento então logicamente estão agregando algo para o seu futuro, pode ser que um seja mais interessado que o outro na informação mais um dia ou outro essa informação irá valer alguma coisa.  E o passado é o reflexo do futuro, estudar história é tão bom quanto atualidades só de você aprender a não errar como os outros erraram.
-É eu nunca tive esse jeito de ver as coisas. ..
A garota abaixou a cabeça, por um instante mais logo aquele garoto começou novamente a desenrolar seu pensamento, mostrando uma mulher alta com uma postura impecável que descia na estação Jardim São Paulo
-Ah, fora isso existem os acorrentados preocupados com seu trabalho, ou seja, lá o que perturbar a mente deles está sempre procurando a utópica perfeição. Ou seria perfeição utópica? Não sei. Agora existem pessoas divertidas como aquele ali olha
Bem no fundo no ultimo assento do vagão, ele possuía um visual totalmente punk enquanto tocava uma bateria imaginaria e soltava algum som estranho pela boca. Naquela extremidade do vagão só exista ele e mais ninguém, e volte e meia as pessoas olhavam tentando decifrar o problema daquele homem.
-São os loucos, eu não preciso nem explicar não é? Eles são perfeitamente normais mais apenas no mundo deles, no meu ponto de vista os Loucos são totalmente o oposto de um Acorrentado. Mais essa regra é igual, a todo quadrado é um losango mais nem todo losango é um quadrado. A pessoa pode ser louca e acorrentada ao mesmo tempo, ai já é um caso mais evoluído de paranóia. Ei agora que é interessante!
A voz do homem anunciava à chegada a estação Santana. A garota olhou prestando o máximo de atenção possível a cada palavra. Em Santana algumas pessoas desembarcaram e outras embarcaram. Para a alegria de todos mais pessoas desembarcaram do que entraram.
-É aqui onde a vida acabada, no ato de embarcar e desembarcar as pessoas acordam para novas possibilidades de vidas, ou seja, um Louco, pode se tornar um sonhador em outro vagão?
-Pelo que você deduziu, sim. Disse a jovem conformada.
-Sim, mais é ai a graça as pessoas às vezes, não todas. Precisam “morrer” para Viver novamente outra realidade, o que a maioria não se dá conta é que ela pode ser uma sonhadora e passar para o estado de Acorrentada no mesmo vagão. E é ai que está à mágica da vida do metro, assim como na vida que chamamos de real, não precisamos necessariamente morrer para viver novamente, novos rumos podem ser traçados, esperanças renovadas, entende?
-Nossa,essa conversa  foi realmente estranha. Ela sorrio novamente, olhando como quem gostaria de propor um desafio ao jovem metido a entendedor. – E você em qual das personalidades você se encaixaria?
Isso fez o garoto ficar em silencio por alguns instantes, enquanto piscou para a garota.
-Eu sou um observador, eu sonho com o pé atrelado a realidade, eu me acorrento a isso e sou louco o suficiente para sobreviver por mais fria que seja e corajoso o suficiente para seguir em frente e tirar novas conclusões, tá eu não sou o Batman.. ainda.
Ambos gargalharam enquanto a voz anunciava a chegada a estação da Sé, onde a garota iria descer mais antes disso ela perguntou ao Sabichão:
-Será que um dia eu vou te encontrar novamente?
Ele sorrio respondendo:


-Vou deixar essa para a vida do metrô responder
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Andei sumido, mais prometo postar sempre. No momento é o que tem pra hoje, apreciem os posts do Dereck porque são fodas, e conselho da madruga do @der_werwolf:  
Use a adversidade como motivo para a perseverança.
Quero agradecer aos leitores fieis do blog, e a todo mundo que tá espiando o @heavenswillburn (A segue lá o twitter, melhores frases administradas pela linda da @dkdree_ )

sábado, 9 de abril de 2011

Perdão


Te perdôo, pois na vida,
Que para mim é tão sofrida
Não soube me amar como amei.

Te perdôo, pois nada sei,
E na sua tão breve acolhida
Acabei me entregando, eu pensei

Que se houvesse uma dúvida,
Ela logo passaria, me joguei
Sem medo de tê-la arrependida.

Mas o que eu nunca imaginei
É que fosse assim tão bandida,
Nessa arte, uma fora-da-lei.

Que pudesse ser tão aguçada.
E que tanto jogasse, me espantei.
E encontrar a casa abandonada,

Foi ruim para mim, só fiquei.
Me vi longe de minha amada
E agora admito, eu me entreguei,

À bebida, ao vicío a noite toda,
Só eu sei tudo o que amargurei
Vi o resto de nós virar nada.

Mas percebo que não vencerei,
No fim, te deixei aborrecida
Com toda bobagem. Me deixei.

Com forte inspiração na música "Mil perdões" , de Chico Buarque

terça-feira, 5 de abril de 2011

À espera do céu.


De um baque, despenquei no chão
Tudo é diferente do que fora.
O escuro tomou o lugar da paixão
E minha vida já não é como era.

Procuro de alguma forma conseguir
Entrar de vez em seu coração
Mas continuo sempre a cair.
E o silêncio faz desabar meu chão.



Para te fazer bem, dei-me mal
O vazio em mim agora é constante
Pois nesse mundo nada há de igual
A ter você como minha amante.

Perdi completamente o meu chão,
Estou apenas em cinzas agora
Mas ainda espero, talvez em vão,
Que possamos juntos ir embora

Para os céus que brilham ao longe,
Esse é agora meu único desejo
Que toda minha existência abrange.
E o paraíso para mim seria seu beijo.

Mas já chegou a hora de me deitar.
Não há volta, só me resta a espera.
Sozinho à sua porta, a te observar,
Você se afasta e minha alma chora.

Poema inspirado na música Heaven - Gotthard. Por indicação do Corvolino, que tem mais imaginação que eu! :) Twitter dele(mto bom): @corvoprateado

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Quase nada


Superei a minha vontade de voltar
E tentar conquistar o seu amor
Cansei de para mim ter só seu favor.
Do meu amor, o seu nunca foi par.


O meu sofrer de nada te valeu
Já nem conta para você o meu pesar
Mal acabamos e estava a cantar
Meu amor então por fim padeceu.

A tristeza tomou conta de mim
O amor que tinha virou desprezo.
Pelo seu bem já não mais prezo,
E nem desejo sua volta no fim.

Por isso quero que agora me entenda
Que fiz de tudo ao meu alcançe
E que a rigidez em meu semblante
Não deve ser algo que te surpreenda

Não espero de você mais nada
E mesmo assim não lhe guardo rancor
Afinal, eu causei a você dissabor
Toda vez que te fazia amada.

Só espero que em sua vida,
Você possa enfim poder amar
Afinal, não basta apenas deixar
Que a paixão não seja retribuída.

E que o próximo tolo em sua teia
Possa te amar menos que eu
Pois o tanto de amor que me deu
Não se compara nem a um grão de areia.

Obs: Nem tudo descrito aqui é verdade. Tenho sentimentos, não sinto mais necessidade de escondê-los. Acho que todos já sentiram isso. Comentem. Abraços! :)

quinta-feira, 31 de março de 2011

Durante a noite


Dormira mal. Naquela noite, estava com fortes dores por todo o corpo. Mal havia se deitado, parecia que seu despertador tocava. Quando esticou a mão para desligá-lo, percebeu que ele estava diferente, tinha uma textura aveludada, pegajosa. Levantou os olhos e tentou enxergar no escuro o que podia ser aquilo. Ficou aturdido quando viu algo negro e arredondado a se mexer sobre sua cabeçeira, e por toda a parede sobre sua cabeça.

Tentou em vão alcançar seu abajur, para poder enxergar melhor. Conseguiu após muito esforço ligá-lo. Desejou que não houvesse feito isso. Seu quarto estava completamente tomado por aranhas, de todos os formatos, cores e tamanhos. Todas olhavam estranhamente para ele, como se ele fosse apenas mais uma mosca presa em sua teia. O terror tomou conta de seu ser, piscou os olhos para ver se elas sumiam. Não sumiram, pelo contrário, pareciam cada vez mais próximas dele.
Após algum tempo, notou que uma das aranhas ao canto emitia um barulho estranho, como o rádio de um carro velho, e lançava uma luz vermelha que piscava em direção aos seus olhos. Finalmente, num sobressalto, abriu seus olhos e viu que na verdade, a aranha piscante era seu despertador. Desligou-o e foi tomar banho. Tinha que ir trabalhar.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Roadsick



Time take me away
'cause I can't fight anymore.
Time take me away
'cause I can barely hold on


O que mais você espera deste lugar? Isso é o que minha mente pergunta, incansavelmente ela me enche de perguntas sem repostas, caminhos sem final...Como sei? Apenas sinto! Desde que deixaram um vazio aqui dentro, está cada vez mais difícil manter o ritmo, manter minha sanidade diante dos fatos que cortam o folego. Sento naquele sofá vermelho já gasto, observo as pequenas coisas que passam despercebidas...Já reparou como a fumaça do café consegue expressar o que você está sentindo? Elas ficam inquietas na alegria e serenas demais quando se está triste. Já consegui vigiar todos os seus pensamentos em um minuto? São tantos , não? Cansa. Mas penso todo dia, toda hora, como deve estar seu olhar nesse momento, inquieto como sempre? Calmo e limpo, do jeito que você me olhava? Tempo, por favor me leve embora! Respirar fundo não resolve mais nada, nem consegue mais expulsar esses males daqui de dentro.

Naquele bloco, ainda em cima da mesa, todas as músicas que faziam parte da nossa “trilha sonora”! Promessas e sons, desejos e confissões, desespero e sede, amizade e paixão. Dei risada ao lembrar do dia que passamos o dia inteiro lendo o bloquinho e ouvindo as mesmas músicas, que tentavam ressuscitar a chama quase apagada de nosso vínculo, dessa coisa que chamam de “amor”. Banal, idiota, estúpido demais tudo isso. Tempo, por favor me leve embora!

Se passaram tantas semanas, mas ainda continuo cantando a mesma canção. A mesma, aquela do começo de tudo. Olho pela janela e vejo tudo igual, intacto...Por que não posso ser assim? Sem dor, sem mágoas, sem...Vida? Mal posso esperar o tempo passar, levar tudo isso que guardo aqui, dói tanto. Tempo, por favor! Leve essas sensações logo, me deixe aqui. Para voltar a esperar, intacta. Sem nenhuma lágrima, com o coração batendo mais forte a cada nascer do dia.



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Sei que é fora do meu estilo de poemas, mais esse texto foi enviado pela Andressa, leitora do blog e uma amiga! Simplesmente adorei esse texto e acho que coisas assim tem de ser mostradas para outras pessoas. Então tá ai!