sexta-feira, 13 de maio de 2011

Mundo Reverso

“4. Nenhum animal dormirá em cama com lençóis.
5. Nenhum animal beberá álcool em excesso.
6. Nenhum animal matará outro animal sem motivo.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.”
 George Orwell

O sol nasce no grande reino fazendo com que cada animal acorde e se prepare para os trabalhos comunitários, cada grupo é responsável por criar e proteger sua própria fazenda sendo assim trabalhamos para manter a ordem e o bem coletivo, porém eu não vou ao trabalho hoje, sou um labrador descendente de uma linhagem de cães protetores. Eu aprendo muitas coisas com os mestres animais designados pelo Conselho, e talvez seja essa a necessidade de registrar esse meu pensamento.



O único assunto que todos animas não dão a menor importância são os humanos, que por sua incapacidade de pensar seus pequenos bandos sempre sofrem ataques. Existem famílias de animais que utilizam humanos domesticados, porém sempre são sacrificados quando começam a ficar arredios, nossa sociedade mudou muito agora a caça a humanos por pele para confeccionar capas, bolsas e outras coisas que realmente não precisamos. Ontem pela manhã dois humanos foram mortos pois tentavam pegar frutas em uma das nossas áreas, uma delas era apenas uma criança eu vi a dor em seus olhos enquanto cada parte do seu corpo era dilacerada,  acho que por algum momento deixamos de ser animais porque nossa benção a inteligência cegou alguns irmãos que a utilizaram para a maldade. Não é isso que prega a nossa filosofia de preservação onde todos são iguais pela vontade da grande mãe terra, o sol nasce e morre tanto para nós quanto para eles. Humanos são seres indefesos que precisam de guias para aprender a viver em sociedade, a sabedoria da coruja, a força do touro a garra da águia, cada animal aqui deveria ceder um dom e encaminhar os seres humanos para uma evolução, uma expansão, pois aquele que mata hoje é o mesmo que pode matar algum de nós amanhã a violência sem limites em conjunto com esse preconceito criado é um veneno que infecta nossa sociedade perfeita. A lei do mais forte prova apenas a ignorância da violência, achei que com toda perfeição do nosso sistema isso estava acabado. A única duvida que ainda fica em minha mente após analisar esse cenário é: Colocando os animais como não agraciados pela inteligência e sim pelo instinto será que os humanos iriam nos respeitar e tentar conviver conosco com uma preservação? A resposta para isso reside no coração de cada um com inteligência suficiente para entender que  nenhuma espécie é soberana, se ao menos eu soubesse disso antes..

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Ae galera, primeiro obrigado para a @laismoltene    ,para quem o texto é dedicado e quem deu a idéia do texto muito obrigado! O blog saiu no jornal destak AHAHAH link da foto: 
Obrigado e bom Fim de semana! @heavenswillburn 
Abraços do @der_werwolf

terça-feira, 10 de maio de 2011

Edifícios


Olho para o alto e não consigo
Ver o céu, de tantos prédios acima
De minha cabeça, dominando a
Cidade de maneira irregular,
Restringindo-me aos seus domínios.

Mas não me importo, acalento
Em meu coração um amor incondicional
Por esses arranha-céus, sua magnitude,
Envergadura, o seu poder inegável.



O conjunto deles forma algo incrível
Mas quase nunca é notado, as pessoas
Insistem em olhar sempre para baixo,
Apressadas, quase correndo, esbarrando,
Esmurrando as pontas de faca da vida.

Não vivem o momento, vivem o futuro.
Esquecem que a vida é um presente
E ele é que deve ser apreciado.

Pare dois minutos no centro da cidade,
Em seu âmago, no seu coração.
Sinta a pulsação de milhões de vidas,
Corpos em movimento, carros, motos,
Trânsito, violência, fumaça e morte.

Olhe para o alto, reflita, respire.
Sinta a calmaria na rigidez dos prédios.
Os edifícios que são calmos, alheios
À todas as pessoas, aos problemas
Cotidianos. Não é que não se interessem.
Longe disso. Apenas observam todos,
Ao longe, sossegados, em sua altitude
Enquanto as pessoas gastam suas vidas
Correndo, com pressa, como a apressar
A hora de estancar o sangramento vital.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Trítono


“O que é que você colheu na vida, além de pedras?”
Stephen King, À Espera de um Milagre

I

Oscilo em minha própria luz,
Clamando pelo mais doloroso dos fins.
Não sei quando devo parar,
Mas isso já não pertence mais a mim.

De que vale um relógio sem corda
Ou um coração sem sangue para despejar?
De que vale a perfeição da silhueta
Quando a sombra sem vida está?

Essa é a sina que não quero mais carregar,
A missão para abortar,
A vida para renegar.

II

Prantos.

Atrás de mim há um milhão de suicidas.
À minha frente, um milhão de pecadores.
À minha direita, os homicidas;
À minha esquerda, os perdedores.

O julgamento desce do Céu para nos levar ao Inferno.
A multidão continua a caminhar pela estrada sem fim.
“Antes”, dizia um homem em vestimentas pretas,
“Nesse lugar habitavam nada mais do que mil manequins.”
“Agora”, continuava o homens de olhos divagantes,
“Não há mais espaço para o pecado nesses confins.”

Lá embaixo, várias almas eram queimadas
Pelas minhas mãos a maldição foi escrita.
Em uma fração de eternidade a vida foi encerrada
Acorrentam-me e deixam-me à deriva.

“Você não esperava um banquete para sua chegada”,
Ironizava o homem em um turbilhão de visões.
“Você é só mais um no meio da floresta;
Te darão um número e retirarão suas razões.
Afinal”, falava o homem que parecia cada vez menos real,
“É melhor que você perca a esperança diante das ilusões.”

O homem nunca sorria, não para mim;
Parecia não ter alma ou ter almas demais.
Encostou sua mão na porta do Abismo,
Segurou-me pela garganta,
Jogou-me no buraco sem fim,
Para eu não subir nunca mais.

III

Assumo, retirei minha vida de modo vil,
E agora peço a redenção.
Não a mereço devido à crueldade que cometi,
Mas imploro por uma oração.

Somente uma, que possa me lembrar do que fui
Antes de se esvair minha calma.
Que possa rememorar os sorrisos de minha vintena,
Antes do assassinato da alma.

Jovem demais eu esqueci a beleza do viver,
Sem qualquer noção de feiúra.
Essa é a cruz que terei para manter.

Essa é a sina que carrego com amargura,
Querendo uma chance de nascer
De novo para me redimir de minha postura.


Eu não sou o Álvares de Azevedo, nem o Lord Byron. Muito menos o Dereck ou o Barney, mas eu tou tentando. Se puderem comentar, eu agradeço, porque preciso de um feedback dessa poesia sem nenhuma contagem métrica e a coisa toda.

Em breve, em homenagem ao amigo que comentou no "Pesar", publicarei um texto sobre zumbis. Até lá :D

domingo, 8 de maio de 2011

Dia das mães


A terra é fecunda, fértil
Como são as mães do mundo.
Seu amor é o mais profundo
E seu cuidado o mais sutil.

Ama desesperada seus filhos.
Protege-os de tudo, de todos
Os males, ensinam-lhes modos.
Da vida, mostram-lhes atalhos.


Ao cuidar, se doam, se entregam.
Assumem uma missão vitalícia
Mas acham tudo uma delícia
E nada aos seus filhos negam.

Se o mundo gira, é por conta delas
Elas carregam seu peso sem apuro
No seu ventre, carregam o futuro
Que é tão mais bonito com elas.

Em troca de tudo isso, elas pedem
Apenas que as amemos por inteiro.
Sem restrições, como o ar no outeiro
Que corre solto, mas tem sua ordem.

Mães do futuro, ou mães sem filhos,
Mães de quinhentos, mães de mães.
Todos os tipos merecem comemorações
Sempre que as olharmos em seus olhos.

Um parabéns especial à todas as mães, pelo Dia das Mães.

Um beijo do @dereckalexandre aqui pra minha mãe, em especial! :D

Mandem beijos e abraços pras suas mães aqui nos comments! ;)

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Você tem o direito!



Você tem o direito meu caro, é isso que todo mundo fala. O direito de permanecer calado, governado por um sistema esmagador que sem perceber arquiteta um plano maquiavélico utilizando vidas humanas, sonhos e esperanças para alimentar uma grande fornalha de progresso.

Realidades mascaradas e pintadas como as mais belas atrizes instigando a luxuria e a constante busca por perfeição, pois convém em uma rede cheia de falhas buscar algo para ocupar nossa mente, para colocar debaixo do pano os verdadeiros problemas: Miséria, Educação, Saúde.
O desrespeito com a população cria os monstros que eu todo dia sou obrigado a abater. Esse garoto poderia ter sido um Einstein ou um poeta,  mas esse é o jogo e essas são as regras enquanto o sistema cria seus próprios defensores para se manter vivo, somos nós que morremos. Os vermes ignorantes que não têm valor social ou de mídia. Aqueles que estão no poder são o reflexo da população, como podemos esperar coisas boas se todos esses espelhos estão sujos com tanto sangue? A pergunta fica no ar nesse ambiente onde ela será sufocada, comprimida até ser apagada da existência. Mas não da minha memória, tudo isso vai mudar!

-- O Andarilho.


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Boa noite pessoal, bom fim de semana e Dia das mães chegando logo teremos uma homenagem no @heavenswillburn para comemorar essa data. RECADO IMPORTANTE: Sigam o blog, é fácil e você não precisa ter outro blog, pode ser com a conta do twitter ou do google ^^   Abraços do @der_werwolf 

terça-feira, 3 de maio de 2011

Puro ar


Um breve espaço de tempo.
Um suave sopro do vento.
Para mim, não há lamento
Eu só quero me entregar.

E viver aquilo que sinto
Tive medo, eu não minto
Mas o céu está tão limpo
Que eu só penso em amar.


E nessa noite tão clara
Foi que eu achei a rara
Jóia a quem se declara
Meu coração a acalentar

Nos braços suaves aqui.
Tão lindos, que nunca vi.
E tenho aquilo que pedi:
Nada mais que o puro ar.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

A Dança das marés


Os ventos rumando para o norte cuidavam daquela noite, trazendo a brisa fresca do inverno. Sobre os incontáveis grãos de areia da praia se encontrava um velho índio e seu neto, como de costume os anciões precisavam reviver as antigas lendas. O velho levantou esfregando ambas as mãos para se proteger do frio, apontou para a lua cheia que banhava com seu brilho prata aquela noite, e começou a falar:

- Essa história é de um tempo em que a terra andava em desequilíbrio, como uma pequena criança que aprende os primeiros passos, de um tempo em que o brilho das estrelas era diferente. Vou te ensinar porque a Lua foi dividida em fases! 


Tudo começou com a Dança das marés, O Oceano senhor de todas as águas em Gaia vivia um período agitado, impetuoso como um homem tentando alcançar seu grande amor. E essa meu neto era a formosa Lua que reluzia espalhando todo seu esplendor por todo céu. Oceano queria de qualquer forma agradar a donzela, ou ser notado por ela, mostrando seu lado agressivo ele aumentava o fluxo das águas para mostrar valentia e poder sobre Gaia, porém a Lua nada demonstrava. E nos dias mais claros ele ordenava a todas as belas criaturas vivas em suas águas que prestassem uma homenagem a formosa Lua, mas ela continuava lá brilhando solitária no alto do firmamento. O Oceano já não sabia o que fazer todos seus esforços eram nulos, o que gerava ira e quando a Alma do Oceano está  no estado de ira acontece o fenômeno que chamamos de Dança das marés, O grande Oceano começa a expandir os sete mares sobre Gaia a terra e isso estava destruindo muitas espécies do nosso planeta. Até que a Sábia Gaia, enviou um de seus filhos para aconselhar guiando o Oceano para um melhor caminho. Tal ser era um lobo cinzento vindo das longínquas montanhas do norte. O lobo contemplava a lua todas as noites e sabia que todas as noites eram de lua cheia porque ela queria impressionar o Oceano, pois também o amava. Não era sensato separar tal amor pensava o lobo, porém ele precisava achar um meio único de que esse amor fosse bom tanto para Gaia quanto para os amantes,pois a lua cheia perto do Oceano todas as noites iria destruir a terra, o fluxo das águas iria encobrir tudo. Então o lobo astuto que recebeu o dom de Gaia para caminhar sobre as águas traiçoeiras chegou até o coração do Oceano onde lá propôs para que a lua seja dividida em fases e que os amantes apenas se encontrem quando a mesma estiver cheia.Ambos concordaram então o cinzento começou o ritual, caminhou para trás enquanto concentrava-se na lua. Uivou cobrindo todos os sete mares aproximando a lua cheia do Oceano, nesse momento as estrelas brilhavam e o céu foi tomado por uma Aurora que serviu de ponte para que as duas almas conseguissem se encontrar. Quando o velho terminou de contar a história, o neto estava olhando fixo para o horizonte onde o céu encontra as águas do mar, e por um instante a criança observou o Lobo cinzento caminhar os observando,então a calada da noite foi tomada por um longo Uivo de gelar a espinha. Foi quando o Neto aprendeu que as lendas não são por acaso. 


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