quarta-feira, 22 de junho de 2011

Inverno


O cheiro que fugia dos bueiros
Entrava pelas minhas narinas
Naquela manhã triste de inverno.
Eu andava sozinho pela rua,
Com o sol a bater em meu rosto,
Mas nada de esquentar meu peito.
Minhas mãos, que há poucas horas
A levantavam para o ar, iam vazias.
Parecia que fazia muito mais frio agora.
Talvez fosse apenas a falta de seu toque
Ao redor de minha cintura, em nossas caminhadas.
Ou o cachecol, esquecido em casa hoje,
Mas que você nunca me deixava esquecer.
O pior de tudo, é a falta da sua presença.
Mas a rua estava muito vazia agora,
Com a neve dominando as calçadas e ruas,
Enfeites nas casas, à espera do Natal,
E minha árvore completamente sem presentes.
E quando você se desequilibrava,
Tentando colocar os enfeites na árvore.
Sempre deixava a estrela para mim.
E agora é você que está brilhando no alto,
Só para mim. A maior estrela entre todas.
O amor nunca vai se apagar de meu peito.
Mas sua falta é grande demais para aguentar.
Sigo sem rumo, cada vez mais frio,
Entrando mais e mais em minhas entranhas
Um ar gélido, pálido como meus lábios,
Que não têm mais a quem dizer: "Eu te amo"
Meu corpo anseia por você, bem como minha mente,
Que desajustada, tenta entender o motivo.
Sua partida é sentida em cada momento,
E a cada momento não suporto mais viver.

Um comentário:

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