quinta-feira, 30 de junho de 2011

Velho


As verdades contadas pelos becos,
Nas veredas da desinformação,
Nos cantos, à margem do mundo
Para que todos não tivessem ação,
E fossem manipulados como bonecos.

Mas pra quê abrir os olhos hoje
Se no amanhã não estaremos aqui?
Vejo que ninguém mais se preocupa
Com minhas experiências, o que vivi
No meu passado, que parece tão longe.

Minhas cicatrizes não me deixam mentir,
Tenho a fadiga nos calos de minha mão.
A vida, que nunca foi tranquila comigo,
Que sempre tinha em seus lábios um não.
Estou cansado, mas não me deixa partir.

Seus ruidosos chocalhos me acordam
Todos os dias, quando deveria dormir.
Seu seio tão escandaloso me nutre,
Desejo descansar, mas nada de consentir
Eu permaneço, enquanto todos mudam.

Ah, vida amaldiçoada, como te odeio!
Largue-me de vez, deixe-me partir
Quero ir para um lugar onde haja paz.
Nada mais de tantas bobagens ouvir
Num mundo cheio de rancor alheio

No qual já não consigo viver mais.

Desculpem minha ausência por tanto tempo, galere! Andei atarefado, traduzindo algumas coisinhas do Poe, que me ajudaram com futuras novidades pra cá. Bem, espero que tenham gostado. Abraços e beijos do @dereckalexandre

3 comentários:

  1. Belo poema , descreve muito bem este tema que és ainda um pouco delicado de se abordar.
    .
    http://cinemaemusicavivos.blogspot.com/

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  2. Seguindo...

    Meu Cantinho
    http://mile-meucantinho.blogspot.com/

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  3. Essa visão pouco feliz sobre o mundo é bem meu estilo. Congrats, manolo! Seguindo já (???)

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